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Notícias | Rio Grande do Sul PREVENÇÃO

'Sistema de alerta evitou desastre maior', diz coordenador estadual da Defesa Civil

Alerta incluía alta probabilidade de danos como destelhamentos, quedas de árvores, quedas de postes, colapso de estruturas como placas e orientações sobre os cuidados que devem ser tomados em relação à tempestade

Por Joceline Silveira
Publicado em: 18.05.2022 às 17:23 Última atualização: 18.05.2022 às 17:49

O coordenador estadual da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Júlio César Rocha Lopes, afirmou na manhã desta quarta-feira (18), em entrevista exclusiva ao Jornal NH, que o sistema de alerta evitou um "desastre maior" no Estado durante a passagem da tempestade subtropical Yakecan na terça-feira (17). O alerta incluía alta probabilidade de danos como destelhamentos, quedas de árvores, quedas de postes, colapso de estruturas como placas e orientações sobre os cuidados que devem ser tomados em relação à tempestade. Medidas preventivas foram adotadas por diversas cidades, que suspenderam serviços e as aulas ao menos para a manhã da quarta-feira.

Vendaval provocado pelo ciclone Yakecan derrubou ginásio e destelhou casas em Três Cachoeiras, no litoral norte do Rio Grande do Sul
Vendaval provocado pelo ciclone Yakecan derrubou ginásio e destelhou casas em Três Cachoeiras, no litoral norte do Rio Grande do Sul Foto: Paulo Pires/GES
Com tudo, conforme autoridades gaúchas, não foram registrados nenhum ferido nem grandes transtornos no Estado durante a madrugada de quarta-feira. O vento e a chuva apareceram em toda região, mas as pancadas mais fortes duraram um período curto de tempo sem provocar alagamentos. O principal problema segue no abastecimento de energia elétrica, já que cerca de 226 mil clientes ficaram sem luz durante a noite da terça-feira. “Não temos como mensurar quais seriam as consequências, caso o fenômeno atingisse o Estado com a força máxima, mas reafirmo, a ação teve um resultado extremamente positivo porque não tivemos acidentes graves e não perdemos nenhuma vida”, avalia Lopes.

coordenador estadual da Defesa Civil,  coronel Júlio César Rocha Lopes.
coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Júlio César Rocha Lopes. Foto: Divulgação
A Defesa Civil gaúcha entrou em alerta total na segunda-feira (16) com ações diretas que envolveram todas as prefeituras do Estado. “As nove Coordenadorias Regionais entraram em contato com todos os municípios sob sua responsabilidade repassando as orientações e medidas preventivas. Acredito que a prevenção, o alerta e o conhecimento da população do que ocorreria e, a preparação para a passagem da tempestade foram essenciais para que não registrarmos perdas maiores ou até mesmo óbitos”, detalha.

Efeitos dentro do previsto

O fenômeno climático dessas proporções chamou a atenção por apresentar impacto direto na vida das pessoas. Em Novo Hamburgo, as aulas da rede municipal foram suspensas nos turnos da tarde e noite de terça. Segundo a prefeitura, "a decisão foi tomada para preservar a segurança dos alunos e das equipes. O mesmo ocorreu em Campo Bom, São Leopoldo e Montenegro. “ Os prognósticos eram de um evento bastante severo, extraordinário, que nós nunca tínhamos vivenciado antes, o que felizmente não se concretizaram. Acredito que todas as ações foram certeiras, diminuímos a circulação de pessoas, o que reduziu o risco de acidentes”, argumentou Lopes.

De acordo com meteorologista da Metsul, Estael Sias, a passagem da Yakecan pelo Rio Grande do Sul ficou dentro do previsto pelos especialistas que acompanhavam a chegada da tempestade. Os maiores riscos deste evento, segundo Estael, eram em relação às intensas rajadas de vento sobre todo o Estado, especialmente nas áreas da faixa litorânea, Região Metropolitana da capital e Serra gaúcha. “Adiantamos que haveria destelhamentos, queda de árvores e postes, e colapso de estruturas como placas pela força do vento. O que ocorreu, no Litoral Sul, no Litoral Norte, em Porto Alegre e até no Leste da Serra. Também observamos que ciclone não é temporal. Temporal dura minutos e é isolado. Ciclone traz vento forte por hora em campo de centenas de quilômetros. Foi o que ocorreu. Porto Alegre, por exemplo, teve vento de 50 km/h a 80 km/h quase a terça-feira inteira”, pontua.

Evento raro

Neste século, somente três ciclones subtropicais ou tropicais avançaram tão rente à costa como o Yakecan: o furacão Catarina (2004), a tempestade tropical Anita (2010) e a tempestade tropical Raoni (2021). 

Sistemas de alerta

Apontado pela Defesa Civil Estadual como umas das ferramenta essenciais na prevenção de acidentes durante a passagem da tempestade subtropical Yakecan, o sistema de alerta via SMS da entidade ainda é desconhecido por parte da população. “queremos potencializar esse canal de alerta, pois foi graças a esse trabalho que conseguimos minimizar os efeitos, com boletins emitidos à cada 12 horas, orientações e medidas de prevenção”, explicou o coordenador estadual do órgão no Rio Grande do Sul, coronel Júlio César Rocha Lopes.

Ele orientou a população a se cadastrar enviando SMS para 40199 para receber os alertas da Defesa Civil. “A população gaúcha pode receber gratuitamente os avisos e alertas da Defesa Civil Estadual direto no celular. O serviço de SMS 40199 tem como intuito enviar alertas sobre a possibilidade de desastres como temporais, deslizamentos e inundações. O serviço é disponibilizado de forma gratuita”, afirma. 

Confira o passo a passo para se cadastrar

1) Você deve identificar no seu celular a opção SMS.
2) No destinatário digite o número 40199
3) Digite o CEP do seu endereço. Pode ser de casa, do seu trabalho ou do seu trajeto.
4) Você pode cadastrar quantos CEPs você quiser.
5) Pronto! Você já está cadastrado. 

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