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Notícias | Rio Grande do Sul ELEIÇÕES 2022

Beto Albuquerque quer que o RS 'respire' educação

Pré-candidato ao Piratini visitou o Grupo Sinos nesta sexta-feira

Por João Carlos Ávila
Publicado em: 09.04.2022 às 07:00 Última atualização: 09.04.2022 às 21:37

O pré-candidato ao governo do Estado Beto Albuquerque (PSB) cumpriu agenda em Novo Hamburgo nesta sexta-feira (8). Esteve com o reitor da Universidade Feevale, Cleber Prodanov, e depois com a prefeita Fatima Daudt. Entre um compromisso e outro visitou o Grupo Sinos. Foi recebido pelo presidente da Diretoria Executiva, Fernando Gusmão, e pelo editor-chefe Igor Müller.

Ele também concedeu entrevista no programa NH10 da Rádio ABC 103.3 FM, comandado por Cláudio Brito, e que teve a participação do jornalista João Ávila. Beto destacou que a educação será o principal pilar de sua gestão, caso chegue ao Piratini. Entende que o Estado precisa respirar educação.

Beto Albuquerque participou do programa NH10, da Rádio ABC 103.3, com Brito e Ávila
Beto Albuquerque participou do programa NH10, da Rádio ABC 103.3, com Brito e Ávila Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
O socialista se credencia a disputar o governo gaúcho após uma carreira iniciada em 1990, quando se elegeu deputado estadual. Foram dois mandatos na Assembleia Legislativa e outros quatro como deputado federal. Ainda foi duas vezes secretário de Estado. "Tenho uma vida limpa na política", resume.

Quando da morte de Eduardo Campos, Beto foi vice na chapa de Marina Silva para a Presidência e, há quatro anos, na disputa pelo Senado, somou 1,7 milhão de votos. "Nesta caminhada, vou trilhar o caminho que tenha equilíbrio, com a maturidade e experiência que adquiri", observa. "Sem ódio e sem rancor."

Quer solução

Beto diz que não tem "gueto político ou ideológico". E que pretende trabalhar para "resolver os problemas e buscar soluções para o Estado". Para isso, elege a pauta da educação como o principal pilar desta pré-campanha e, depois, na campanha. "O Rio Grande do Sul é o primeiro Estado do Brasil em repetência e evasão escolar", diz. "Estamos em 18º lugar entre todos os Estados no Ideb (Índice de Desenvolvimento e Educação Básica) e somos o último do Brasil em oferta do ensino de turno integral", acrescenta.

O pré-candidato diz que o gaúcho tem que deixar de dizer que foi o melhor nisso, o melhor naquilo, para defender que "somos de novo os melhores em educação". Para isso, precisa de um diagnóstico completo da situação das escolas gaúchas. "O Rio Grande do Sul não tem um inventário da situação atual das escolas", afirma Beto, destacando que muitas das escolas estão sucateadas por um processo que vem de muito tempo. Ele defende a transferência para os municípios de parte destas estruturas. "A rede (estadual) tem 580 mil alunos no ensino fundamental e 280 mil no ensino médio", explica.

Valorização e tecnologia

Beto lamenta que no quadro do magistério gaúcho ainda há professores com contratos temporários e outros tantos sem licenciatura. Por isso, defende que é necessário investir na valorização dos profissionais. Entende, também, a urgência de apoio às tecnologias na formação dos estudantes. Só assim para que o resultado da sala de aula se reflita na economia.

Geraçãode empregos e combateà fome

O pré-candidato Beto Albuquerque fala da necessidade urgente que o Rio Grande do Sul tem de gerar novos empregos. Entende, ainda, que é preciso enfrentar a fome, "que está aí e atinge muita gente", destaca. Fala ainda em abrir as portas do governo para os micro-empreendedores, bem como socorrer os ambulantes. "É preciso oferecer financiamento, reabrir aquela pequena loja que contratava uma, duas pessoas."

Beto defende que o "Estado seja Estado, cumpra com suas obrigações para quem mais precisa dele". Por fim, quer um mutirão da saúde para reduzir a fila de espera que já conta com 500 mil gaúchos que, com a pandemia, tiveram exames e diagnósticos deixados em segundo plano. "Caso contrário, em um ano este número dobra", finaliza.

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