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Notícias | Rio Grande do Sul NORTE DO ESTADO

Júri popular do Caso Rafael tem início nesta segunda-feira

Alexandra Salete Dougokenski é julgada pela morte do filho de 11 anos, que ocorreu em maio de 2020. Rafael Mateus Winques morreu por asfixia mecânica provocada por estrangulamento

Publicado em: 20.03.2022 às 21:04 Última atualização: 20.03.2022 às 21:14

Começa às 9h30 desta segunda-feira (21) o julgamento do Caso Rafael, que deve durar quatro dias. A juíza Marilene Parizotto Campagna presidirá o júri composto por sete jurados. As sessões serão realizadas no salão principal do Independente Futebol Clube, no centro de Planalto, no Noroeste do Estado, onde o crime aconteceu. O julgamento será transmitido ao vivo pelo canal do TJRS no YouTube.

Rafael Winques tinha 11 anos
Rafael Winques tinha 11 anos Foto: Facebook/Reprodução
Alexandra Salete Dougokenski é acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, por asfixia mecânica provocada por estrangulamento. O crime aconteceu em 15 de maio de 2020. O corpo do menino foi encontrado dentro de uma caixa de papelão no terreno da casa vizinha à sua.

Ela é acusada de cometer homicídio qualificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa), ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

Como será o júri

Neste primeiro dia de julgamento, após a formação do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, as 11 testemunhas começarão a depôr, sendo primeiro ouvidas as arroladas pelo Ministério Público. Dois depoimentos serão feitos por videochamada - o de uma perita e o de uma policial civil. Os jurados poderão questionar as testemunhas, mas apenas por intermédio da magistrada.

Depois que encerradas as oitivas, a acusada será interrogada. Primeiro ela deve responder ao interrogatório da Juíza, da acusação e do assistente de acusação. Por fim, ela responderá aos questionamentos feitos pelo seu advogado de defesa. 

A segunda etapa do júri traz os debates, onde a acusação e a defesa expõem suas teses e argumentos aos jurados. De acordo com o Tribunal de Justiça, o tempo total de debates será de 9 horas, sendo divididas em: duas horas e meia para o MP e assistente de acusação; duas horas e meia para a defesa da ré; duas horas de réplica para o MP e assistente de acusação; e duas horas de tréplica para a defesa.

O pai do menino, Rodrigo Winques, atuará como assistente de acusação.

Relembre o caso

Conforme denúncia do Ministério Público, autor da acusação, Alexandra matou o filho Rafael por se sentir incomodada com as negativas dele em acatar suas ordens e diminuir o uso do celular e os jogos on-line. Ela acreditava que tal comportamento colocaria à prova o domínio que precisava ter sobre os filhos, bem como que poderia refletir na subserviência apresentada pelo filho mais velho, de cuja pensão advinha o seu sustento, motivo pelo qual planejou uma forma de eliminar Rafael.

Assim, na madrugada em que o crime aconteceu, Alexandra teria feito com que Rafael tomasse dois comprimidos de Diazepam, sob o falso pretexto de que o auxiliaria a dormir melhor, aguardando em seu quarto até que o medicamento fizesse efeito. Por volta das 2h, a ré, munida de uma corda, estrangulou o filho até que sufocasse por completo.

Alexandra vestiu o corpo do menino, pegou seus chinelos e os óculos e decidiu levá-lo até a casa vizinha onde sabia que os moradores estavam viajando e que no local havia um tapume que encobriria a visualização. Após esvaziar uma caixa de papelão cheia de sacolas com roupas usadas e retalhos de tecido que havia atrás do tapume, ela depositou o corpo da vítima no seu fundo, juntamente com um par de chinelos e os óculos que sempre usava, recolocando, por cima, o material antes retirado, posicionando o tapume em frente.

Atualmente, a mãe de Rafael está presa na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.

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