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Notícias | Rio Grande do Sul TROCA DE ESTAÇÃO

La Niña interfere no outono e pode antecipar possibilidade de neve no Estado

Saiba o que esperar da estação que começa neste fim de semana

Por Da redação
Publicado em: 19.03.2022 às 17:42 Última atualização: 19.03.2022 às 19:04

O último dia de verão deu boas-vindas à estação que começa neste domingo (20), às 12h33. No sábado, a mudança de temperatura do calor para o frio, acompanhado de céu cinza com chuva, trouxe características comuns da estação que antecede o inverno.

Verão se despede em clima de outono um dia antes da chegada da nova estação
Verão se despede em clima de outono um dia antes da chegada da nova estação Foto: João Ávila/GES-Especial
A MetSul Meteorologia explica que a chegada do outono não significa que os dias quentes ficam para trás. E avalia que o clima de verão é normal e esperado para os meses de abril e maio. Até mesmo em junho são esperados dias quentes. Segundo a MetSul, “quando há período quente mais prolongado após dias frios há a ocorrência do chamado veranico”.

A expectativa é que o outono de 2022 tenha predomínio de dias agradáveis e com marcas próximas das médias histórias. A La Niña permanece em atividade e com interferência no clima. O fenômeno deve antecipar a chegada de dias frios com episódios eventualmente fortes. A MetSul destaca também que “a neve é um fenômeno que não se pode descartar mais cedo em 2022”, mas a tendência “é que não ocorra frio persistente ou prolongado em grande parte deste outono”.

Análises indicam que períodos de céu claro e ar seco devem predominar na estação que também é marcada pela ampla variação de temperatura. A mudança pode ser brusca com amplitude térmica de 20ºC em um mesmo dia, esclarece a empresa de meteorologia. “Trata-se de um dos períodos do ano com maior amplitude térmica e que também proporciona um aumento nos dias de nevoeiro, especialmente a partir de maio”, destaca a meteorologista Estael Sias.

Volumes de chuva abaixo da média

Por causa da influência do fenômeno La Niña, as chuvas também serão em menor volume com efeito na estiagem que há muito tempo tem castigado o Rio Grande do Sul. A MetSul avalia que os registros sejam abaixo da média na maior parte da estação “o que fará com que o défict hídrico acumulado nos últimos meses não seja recuperado e possa mesmo se agravar. Abril e maio, pela climatologia média histórica, são os meses com menos chuva na área de Porto Alegre”.

Para quem produz no campo, a esperança pode estar no inverno. “Os volumes e a frequência da chuva tendem a aumentar à medida que se aproximar o inverno, quando cresce a possibilidade destes eventos pontuais de chuva com volumes muito altos, mas neste ano existe o risco de junho não ser um mês de elevados volumes de chuva, como normalmente ocorreria pela climatologia histórica. Junho é o mês, por exemplo, que tem a maior média de chuva entre todos em Porto Alegre no calendário anual”, esclarece a MetSul.

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