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Notícias | Rio Grande do Sul COVID-19

Ômicron desacelera, mas queda nos casos só deve ocorrer no fim do mês

Número de casos tem crescido num patamar menor que semanas anteriores. Aglomerações no carnaval podem influenciar no cenário projetado

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 09.02.2022 às 07:00 Última atualização: 09.02.2022 às 09:50

Os indicadores da pandemia apontam para uma desaceleração da variante Ômicron no Estado. Nos últimos dias, dados como número de novos casos e internações hospitalares sugerem que a variante ainda se espalha pelo Estado, mas com menos força.

Estudo: anticorpos de quem teve covid-19 não protegem contra variante Para o professor Matheus Weber, do mestrado em Virologia da Universidade Feevale, os indicadores confirmam essa tendência. "Nos dados dos últimos períodos temos observado uma desaceleração dos casos, mas ainda não podemos falar que chegamos ao platô, à estabilização. Provavelmente estamos quase lá", avalia Weber.

O professor projeta uma redução nos casos para a virada de fevereiro para março. Para esta análise, o professor destaca que os dados de casos, internações e mortes devem ser analisados de forma conjunta.

Médico infectologista e professor do curso de Medicina da Unisinos, Marcelo Bitelo faz projeção semelhante. "Os números mostram que a pandemia está desacelerando no Estado, mas ainda não chegamos no pico." O Comitê de Dados do governo do Estado utiliza dois indicadores de casos, por data de inclusão e de confirmação. Ambos indicam uma estabilidade e até tendência de queda.

Internações e óbitos

Nos últimos sete dias, o número de internações de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 em leitos clínicos apresentou queda de 3,1%. Foi a primeira vez no ano em que este dado registrou redução. Na semana passada, houve um aumento de 23,18%. Na semana anterior, havia sido registrada alta de 79,3%.

Na segunda-feira, 7, dado mais recente disponível na plataforma da Secretaria Estadual da Saúde, eram 1.578 pacientes internados em leitos clínicos, sendo 1.282 casos confirmados e 296 suspeitos.

As internações em UTI ainda estão em crescimento, mas com menos força. Na última semana, o número de pacientes em UTIs Covid no Estado aumentou 10,64%. Na semana passada, o aumento havia sido de 23,39%. No período anterior, a ocupação de leitos de UTI havia crescido 52,36%.

Na segunda-feira, 668 pacientes estavam internados em leitos de terapia intensiva no Estado. No ano, o maior número foi na sexta passada, com 703 internados.

A média móvel de mortes, que considera dados de sete dias, apresenta crescimento desde o começo do ano. No início do ano, a média ficava entre 4 e 5. No domingo, chegou a 44,71, a maior de 2022.

Os dois especialistas destacam uma preocupação com o feriadão de carnaval, que cairá justamente no período em que a onda atual deve estar iniciando uma queda.

Vacinação reduz impacto da Ômicron

Se compararmos os dados da atual onda de coronavírus com os da onda de março de 2021, há uma grande discrepância. Temos hoje muito mais casos e menos internações e óbitos.

Integrante do Comitê de Dados e servidor do Departamento de Economia e Estatística, o economista Bruno Paim traduz em números essa discrepância, que é consequência da vacinação.

"A onda atual tem número de casos 60% maior do que no pico anterior, mas o número de óbitos chega a ser 90% menor, 75% em leitos clínicos e 80% em UTI. O que quer dizer que o efeito dessa contaminação sobre a cadeia é inferior e isso é efeito da vacinação", explica. A afirmação é corroborada pelos dois outros especialistas ouvidos pela reportagem.

Nos demais picos da pandemia, os indicadores se comportam em uma cadeia de acontecimentos. Primeiro, cai o número de casos. Em seguida, as internações clínicas e depois as de UTI. Por fim, reduz o número de mortes.

"No momento, inicia uma tendência de estabilidade no número de casos confirmados", afirma Paim.

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