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Notícias | Rio Grande do Sul Bens

Busca por testamentos cresce 187% durante a pandemia

Estado passou de 135 testamentos em abril para 387 em julho; dados mostram preocupação em garantir que bens sejam corretamente encaminhados, evitando futuras disputas entre familiares

Publicado em: 11.09.2020 às 11:13

A busca por testamentos teve alta de 187% durante a pandemia aponta o Colégio Notarial do Brasil - Seção do Rio Grande do Sul (CNB-RS). Os documentos realizados em Cartórios de Notas do RS mostraram um aumento crescente ao longo dos últimos meses, na comparação entre os meses de abril e julho de 2020. Os dados ressaltam que o crescimento começou um mês após o início da pandemia, em março, e continuam aumentando mês a mês em diversos estados brasileiros. Em números absolutos, o estado passou de 135 testamentos em abril para 387 em julho.

Os dados, coletados por meio da Central de Testamento do Rio Grande do Sul, mostram a crescente preocupação dos requerentes em garantir que seus bens sejam corretamente encaminhados e suas vontades cumpridas em caso de morte, utilizando instrumentos legais que evitem futuras disputas entre familiares. Tabeliães também relatam aumento na busca por orientações sobre os atos por idosos, profissionais da saúde e até mesmo jovens, que fazem parte do grupo de risco da Covid-19.

O presidente do CNB/RS, Ney Paulo Azambuja, destaca que o planejamento sucessório sempre foi um tema importante, mas que a pandemia alertou muitas pessoas sobre a necessidade de deixar suas vontades estabelecidas. "Nós sempre tivemos um certo tipo de padrão em relação às pessoas que buscavam fazer um testamento. Com a chegada do coronavírus, muitas outras pessoas, inclusive mais jovens, sentiram a necessidade de deixar suas vontades por escrito, principalmente para tornar as coisas mais fáceis e amparar a família em um momento tão doloroso como a perda de um ente querido".

Alta maior em outros estados

Alguns estados destacam-se na comparação entre os meses de abril e julho deste ano, como Amazonas (1000%), Ceará (933%), Roraima (400%), Distrito Federal (339%), Maranhão (300%), Mato Grosso (300%), Sergipe (260%), Pernambuco (225%), Espirito Santo (175%), Minas Gerais (170%), Alagoas (167%) e Santa Catarina (108%).

Já outras unidades da Federação, como Tocantins (150%), Roraima (100%), Paraíba (45%), Goiás (31%), Espirito Santo (22%), Paraná (17%), Mato Grosso do Sul (7%) e Pernambuco (6%), mostram um crescimento acima da média, ultrapassando inclusive os números de julho de 2019.

Testamento

O testamento público é o documento pelo qual uma pessoa (o testador) declara como e para quem deseja deixar seus bens após a sua morte. Para realizar o ato é necessária a presença de duas testemunhas que não podem ser herdeiras ou beneficiadas pelo testamento, além dos documentos de identidade de todas as partes, requerentes e testemunhas. A presença de um advogado é opcional. O documento pode ser alterado e revogado enquanto o testador viver e estiver lúcido, e terá validade e publicidade somente após a morte do testador

Desde o final de maio, com a edição do Provimento nº 100, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os atos passaram ser realizados de forma on-line, por meio da plataforma e-Notariado. O ambiente virtual oferece toda a estrutura necessária para a realização remota dos atos de transferência de bens, com as mesmas garantias e seguranças do processo presencial.

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