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Notícias | Região DEFESA

'Prisão preventiva é desproporcional', afirma advogado de secretário de Meio Ambiente de Canela

Jackson Müller foi preso na manhã desta quinta-feira, pela 8ª fase da Operação Cáritas, e está no presídio de Canela; delegado Heliomar Franco afirma que operação pode estar perto do final

Por Fernanda Fauth
Publicado em: 19.05.2022 às 18:48 Última atualização: 19.05.2022 às 20:25

O secretário Jackson Müller está preso na Penitenciária Estadual de Canela. O advogado que está representando sua defesa é Ricardo Cantergi, também responsável pelas defesas dos ex-secretários municipais Ângelo Sanches e Luiz Claudio da Silva, suspeitos investigados pela Cáritas em fase deflagrado no final do ano passado.

Jackson Müller foi preso na manhã desta quinta-feira, pela 8ª fase da Operação Cáritas; ele está no presídio de Canela
Jackson Müller foi preso na manhã desta quinta-feira, pela 8ª fase da Operação Cáritas; ele está no presídio de Canela Foto: Arquivo pessoal

De acordo com Cantergi, a audiência de custódia deve ocorrer na segunda-feira (23). Müller ainda não teria sido ouvido e solicitou prazo para apresentar documentos que provem sua inocência. "Entendemos que a prisão preventiva imposta ao secretário é desproporcional, na medida em que este já foi afastado de suas atribuições, seus bens foram apreendidos e todas suas contas bloqueadas. Frisamos que o secretário está colaborando com a investigação, que encontra-se em andamento, com a certeza que ao final será inocentado", informou o advogado à reportagem.

Oitava fase da Operação Cáritas

Na oitava fase da Operação Cáritas, nesta quinta-feira (19), foram cumpridos 180 medidas judiciais, envolvendo um efetivo de 130 policiais, em 15 cidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás. No Estado, o único mandado de prisão preventiva expedido era para o secretário de Meio Ambiente.

Outro homem foi preso em São Leopoldo, porém, solto após pagar fiança. Conforme a PC, havia mandado de busca e apreensão de documentos na residência do investigado, porém, uma arma de fogo restrita foi encontrada no local. O suspeito não tinha porte.

Em Novo Hamburgo, a operação ocorreu em dois locais: na casa de Jackson Muller, onde o responsável pela pasta ambiental foi preso; e na residência de outro investigado, onde também houve busca por documentos.

Ainda, três medidas cautelares diversas foram realizadas, seis afastamentos de servidores comissionados da secretaria, os quais trabalham em diferentes setores como ambiental, licitatória, administrativa e jurídica.

Ao todo, 40 mandados de busca e apreensão, com 24 alvos, foram realizados, além de 111 quebras de sigilo, dez bloqueios de valores em conta corrente - de empresas, representantes de empresas e servidores - assim como sete apreensões de veículos, que somam R$ 1 milhão. Um imóvel foi colocado como indisponível, para que não possa ocorrer a venda do mesmo durante as investigações.

"Podemos estar próximo do final"

O delegado regional da Polícia, Heliomar Franco, reiterou que os trabalhos da Cáritas podem estar chegando ao fim. "Podemos estar próximo do final, mas não estão descartadas novas operações, novas fases", comenta.

Franco, ao relembra outras fases da operação policial, disse que a operação não tem como alvo pessoas em cargos públicos, mas que os envolvidos nos esquemas investigados serão responsabilizados independente do posto profissional que possuam. "Não estamos procurando secretários municipais para prender. Estamos fazendo um trabalho de polícia judiciária e aqueles que estiverem no caminho - envolvidos, como está demonstrado no inquérito policial, com situações de lavagem de dinheiro, corrupção, peculato, de fraude em licitação -, esses, independentemente da posição que ocupam, vão ser indiciados e presos."

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