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Notícias | Região SAÚDE

Veja o mapa do perigo e dicas importantes sobre a dengue na região

Idade é fator de risco para doença. Com cinco mortes, Igrejinha tem o maior número do Estado

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 17.05.2022 às 03:00 Última atualização: 17.05.2022 às 14:39

Com a confirmação da quinta morte por dengue em Igrejinha, chegou a 13 o número de óbitos na região. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (16) à tarde pelo secretário de Saúde, Vinicio Wallauer. A vítima é uma mulher de 60 anos. O caso foi incluído no painel da Secretaria Estadual da Saúde (SES) no fim da tarde.

Veja o mapa do perigo e dicas importantes sobre a dengue na região
Veja o mapa do perigo e dicas importantes sobre a dengue na região Foto: Adobe Stock

Das 29 mortes registradas no Estado até esse fim de semana, 13 são de moradores dos vales do Sinos e Paranhana. São sete homens e seis mulheres.

Em relação ao perfil das vítimas da região, o dado mais recorrente é a idade, que é considerado fator de risco para casos graves da doença. Dos doze óbitos, nove foram de pessoas com mais de 70 anos.

Igrejinha é a cidade com maior número de óbitos do RS. Na região, Igrejinha tem também as vítimas mais velhas: uma mulher de 91 anos, falecida em 21 de março, e um homem de 89 anos, que morreu em 29 de abril.

O secretário de Saúde do município, Vinicio Wallauer atribui a alta de registros de óbito ao trabalho de investigação dos casos e aos fatores de risco dos pacientes que vieram a óbito.

“O Município foi um dos primeiros a iniciar a notificação de casos, inclusive com a testagem em massa das pessoas que apresentaram sintomas. Talvez por isso, o número de casos seja o maior da região”, afirma. O secretário aponta ainda que, das cinco mortes, quatro pacientes tinham comorbidades e idades acima dos 70 anos.

Entre as medidas de combate ao mosquito, o secretário destaca a ampliação das visitas a residências, em busca de focos do Aedes Aegypti. As visitas são diárias e, a cada dois finais de semana, é realizado mutirão, com participação de servidores de todas as secretarias e voluntários.

Outra medida adotada foi o Desapega. “As pessoas são convidadas a retirar tudo que tiverem nos seus pátios e que possa estar acumulando água e a Secretaria de Obras recolhe.”

Em discussão

O município de São Leopoldo contesta a confirmação do único caso de morte atribuído pelo Estado. De acordo com a prefeitura de São Leopoldo, o homem de 43 anos, morador do bairro Arroio da Manteiga, era paciente terminal de câncer

Em 27 de abril, ele teve uma crise convulsiva decorrente de um tumor no cérebro, e foi atendido pelo Samu. Três dias antes do óbito, o homem foi submetido a uma cirurgia craniana, por conta de hidrocefalia.

Ainda de acordo com o município, o atestado de óbito apontou o tumor como causa.

Dengue na região até dia 16/5/22

 

Idade e comorbidades são fatores de risco

A idade e a existência de comorbidades são os principais fatores de risco para casos graves de dengue. Crianças com até dois anos de idade e idosos com 65 ou mais são considerados mais vulneráveis em relação à doença. Também têm maior risco de piora pacientes com problemas de saúde como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, bronquite, asma, doenças renais e reumatológicas.

A médica infectologista e professora da Feevale Fábia Corteletti destaca que é preciso um olhar mais cuidadoso sobre estas populações.

“A grande maioria vai ter apenas um quadro leve, mas às vezes é difícil perceber em um paciente mais idoso se está ficando debilitado. Às vezes a pressão começa a cair, tem confusão mental, o paciente fica mais quietinho, isso pode mostrar que está desidratando”, afirma.

Hidratação

Em relação a como tratar a doença, Fábia é taxativa: “o tratamento contra a dengue é hidratação. Esse é o grande ponto.”

“O período crítico da dengue dura pouco tempo, entre 24 e 48 horas. Se nesse período, o paciente for manejado com hidratação rigorosa, aumenta a chance de sair de um quadro grave”.

Não há medicamentos específicos para a doença. O que se trata são os sintomas. E é importante observar que medicações tomar. A médica explica que antinflamatórios e ácido acetilsalicílico (AAS) não são recomendados, pois têm risco de aumentar os sangramentos. “O ideal é paracetamol e remédios que não causem sangramentos”, orienta.

Fique atento aos sintomas

Os sintomas mais comuns da dengue são semelhantes a outras viroses, como febre, dor de cabeça e no corpo, prostração e perda de apetite. Outros sintomas como vermelhidão na pele e dor atrás dos olhos indicam maior risco de evoluir para caso grave da doença.

Além disso, há o que os médicos chamam de sinais de alarme, que indicam ocorrências mais graves da doença. São eles: dor abdominal, vômito, queda na pressão, sonolência, irritabilidade e sangramentos nas mucosas.

Geralmente, os casos que evoluem para quadros graves, apresentam piora a partir do quarto ou quinta dia de sintomas, quando a febre baixa. Nestes casos, e principalmente se o paciente tiver algum fator de risco, é importante buscar avaliação médica para que os exames determinem se o paciente deve se recuperar em casa ou permanecer em observação.

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