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Notícias | Região ECONOMIA

Sindilojas-NH oficializa nome do novo presidente da entidade

Gerson Müller, comerciante de Sapiranga volta a assumir cargo

Por Juliana Nunes
Publicado em: 14.12.2021 às 06:01 Última atualização: 14.12.2021 às 14:48

O Sindicato do Comércio Varejista de Novo Hamburgo (Sindilojas-NH) elegeu ontem seu presidente para o quadriênio 2022-2025. O escolhido é o empresário Gerson Jaques Müller, 70 anos. Ele é natural de Sapiranga, casado e tem uma filha. Proprietário da loja sapiranguense Lucinha Mimo's, tem negócios em Novo Hamburgo e 40 anos dedicados às entidades lojistas.

Gerson Müller, presidente do Sindilojas 2022-2025
Gerson Müller, presidente do Sindilojas 2022-2025 Foto: Divulgação
O Sindilojas-NH abrange ainda as cidades de Araricá, Campo Bom, Nova Hartz e Sapiranga.

Além do sindicato regional, Müller atuou em outras entidades como Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado, Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS).

Entrevista

Quais planos e metas para a sua gestão?

Dar continuidade ao trabalho do Remi (Scheffler), que teve controle muito grande da entidade e administrou muito bem junto com a Carla (Feller). E quero também focar na preparação dos jovens, criar novos líderes para que possam se envolver com o movimento lojista.

E de que forma atrair estes jovens?

Pretendemos fazer palestras, ter uma parceria com o Senac. Assim, estes jovens poderão ver o que é de fato o comércio, conhecer e entender a nossa entidade. Outra coisa que quero criar é um "grupo pensante". Um grupo para que se comece a discutir diferentes e relevantes assuntos, uma troca de ideias.

Como avalia o cenário do comércio local?

Se pegarmos outubro de 2021, em relação a outubro de 2020, as vendas caíram em torno de 7,2%. Mas foi um problema local ou estadual? Não. É algo mundial, o mundo inteiro sofreu e sofre com restrições da pandemia da Covid-19. As economias que tu tinhas "em casa", se não se foram totalmente em 2020 pelo menos baixaram violentamente este ano. Agora estamos começando a sair, e o comércio, por incrível que pareça, ainda teve um ano salutar.

E quais perspectivas do setor para o ano que se aproxima?

Vejo que muita gente está entrando na área de financiamentos, mas é preciso ter cuidado para não cair na armadilha dos juros exorbitantes. No comércio tu precisas ter uma estrutura muito bem montada ou então você some do mercado. Vemos que o consumidor quer comprar. Vemos no Vale do Sinos a indústria calçadista aquecida, participando de feiras e com muita oferta de trabalho. Tudo isso traz impacto positivo também no comércio.

Pagamento via Pix, WhatsApp, foco no e-commerce. É importante se adaptar aos novos tempos?

Tu tens que te informatizar, cuidar do que tu estás investindo. Os negócios estão muito dinâmicos, a tecnologia veio, se instalou e daqui para diante vai seguir evoluindo e sempre muito rápido. Se quero me manter preciso estar atualizado. Todas as grandes redes estão inseridas e os pequenos também precisam se alinhar. Vale para plataformas de vendas e pagamentos.

Sobre a pandemia, há o receio de uma nova onda. O que fazer para amenizar os impactos no comércio?

A primeira coisa é ter a empresa estruturada, não dá para ganhar 10 e gastar 20. Sempre gaste menos e mantenha respaldo, para caso em um futuro próximo tenhamos uma nova onda, se tenha recursos para superar isso. Tivemos experiências amargas que ninguém esperava, mas a princípio superamos. O que não quer dizer que devemos abandonar os cuidados, precisamos nos cuidar ainda mais. E é preciso também uma maior união com o poder público.

Podemos então ter otimismo para 2022?

Agora estamos com foco nas vendas de Natal, que deve estar dentro da realidade de 2021. Ainda estamos sendo cautelosos, haverão vendas, mas não nas mesmas proporções aos anos anteriores da pandemia. Para 2022 não vamos ser negativos. Não adianta se assustar com crise, é preciso continuar investindo.

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