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Notícias | Região Saúde

Hospital quer habilitar mais oito leitos de UTI em Gramado

Além desses oito, que a solicitação já foi encaminhada ao Ministério, unidade de saúde pode disponibilizar mais 12 quartos para pacientes em estado grave, auxiliando neste momento de pandemia

Por Mônica Pereira
Última atualização: 22.05.2020 às 09:11

Com uma estrutura completa, o hospital está preparado para transformar outros leitos em UTI, para atender pacientes graves da Covid-19. Há, ainda, profissionais da saúde pré-selecionados, caso seja necessária a contratação emergencial em um possível surto da doença. Foto: Divulgação
O Hospital Arcanjo São Miguel é o único da região que possui uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). São dez leitos no total, sete disponibilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) e outros três privados. De acordo com informações da Secretaria Estadual da Saúde e confirmadas pelo diretor do hospital, Márcio Slaviero, 50% dos leitos estão ocupados, mas, nas últimas semanas, se chegou a 100% de ocupação. Mesmo assim, o diretor garante que a situação é considerada tranquila. O gestor do hospital ainda informa que, mesmo com casos confirmados em Gramado, Canela e Nova Petrópolis, nenhum paciente positivo da Covid-19 passou pelo hospital.

Novos leitos de UTI

Por ter leitos de UTI, o São Miguel pode abrigar doentes de todo o Rio Grande do Sul, atendendo uma regulamentação do Estado, dependendo da ocupação de outros hospitais. Para auxiliar nessa demanda, o hospital fez uma solicitação de ampliação dos leitos de terapia intensiva ao Ministério da Saúde.

Com isso, o São Miguel pode passar a ter 18 leitos de UTI. Os oito da unidade clínica de isolamento, que foi destinada exclusivamente para pacientes com síndromes gripais e suspeitos de coronavírus, podem ser considerados como de UTI. "Esses leitos têm todas as condições de serem UTI, pois contam com ventiladores mecânicos, monitores e outros equipamentos", diz Slaviero.

Em um caso crítico da Covid-19 na região, além dessa estrutura, há outros 12 leitos de sala de recuperação, que também têm capacidade para atender pacientes em estado grave. Dessa forma, se conseguiria ampliar em 20 as unidades de tratamento intensivo. Slaviero pontua que com o retorno das atividades econômicas e a chegada do inverno outros problemas, que já são frequentes, começam a aparecer, como os casos de infarto e acidentes de trânsito. "É um risco muito grande a gente ter um estresse hospitalar. Por isso é que as habilitações de UTI são muito importantes para os casos mais graves", destaca o gestor, informando que os leitos são tidos como temporários, mas há possibilidade de que sejam considerados UTI definitivamente.

Repasses

Os repasses da prefeitura e do governo do Estado para manter a UTI funcionando estão acontecendo normalmente. O SUS paga, somando todos os valores, em torno de R$ 1,1 mil a diária por leito ocupado. Para pacientes com a Covid-19, o hospital recebe cerca de R$ 1,6 mil por dia, que será o caso dos oito novos leitos, se aprovados pelo Ministério da Saúde. Decisão deve sair em 20 dias.

 

Diálogo

Márcio frisa que existe um acompanhamento da ocupação das unidades de saúde de toda a região. "Até podemos ter uma condição melhor aqui, mas se percebermos que os outros municípios estão entrando em colapso, é natural que, por não ter mais leitos de UTI lá, eles podem utilizar os leitos da cidade e começamos a dar esses sinais à prefeitura", diz.

 

Pacientes com doenças crônicas devem procurar atendimento médico

O diretor do hospital acentua que as cirurgias continuam sendo realizadas e, até por esse motivo, os leitos de UTI estão com alta ocupação. "Continuamos a realizar as cirurgias eletivas inadiáveis, pois o paciente pode ter efeitos colaterais por não fazer o procedimento ou ficar no grupo de risco do novo coronavírus. Quem têm problemas graves de doenças crônicas não pode deixar de procurar o hospital. Hoje, o movimento identificado por unidades aqui do Estado é de que as pessoas, por medo do coronavírus, não estão realizando consultas médicas e nem indo ao hospital, agravando as suas doenças. Então, é importante que as pessoas não deixem de cuidar das suas doenças, pois elas podem até ficar protegidas do vírus, mas ficam expostas as suas próprias doenças crônicas, o que é um problema", orienta.

 

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