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Notícias | País SÃO PAULO

Conselho Regional de Enfermagem vai apurar denúncia de quebra de sigilo feita pela atriz Klara Castanho

Em carta aberta, ela conta ter entregado bebê para adoção após ser vítima de estupro; sigilo garantido por lei não foi respeitado

Por Leon Ferrari/Estadão Conteúdo
Publicado em: 26.06.2022 às 21:23 Última atualização: 26.06.2022 às 21:24

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo declarou neste domingo (26) que vai apurar a denúncia de quebra de sigilo feita pela atriz Klara Castanho em carta aberta publicada neste fim de semana. No texto, publicado em suas redes sociais, a jovem de 21 anos conta ter engravidado após ser vítima de estupro e ter entregado o bebê à adoção. Para proteção da criança e da gestante, o processo corre em sigilo, garantido por lei. Klara, porém, diz ter tido esse direito violado.

Atriz Klara Castanho publicou carta aberta em suas redes sociais
Atriz Klara Castanho publicou carta aberta em suas redes sociais Foto: Reprodução/Instagram
"No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: 'Imagina se tal colunista descobre essa história'." Ao chegar ao quarto, deparou-se com mensagens do colunista, com todas as informações. Um segundo blogueiro também a buscou dias depois.

"Apenas o fato de eles saberem mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim nem pela criança", desabafou a atriz.

Decisão compete à mulher

"A gestante tem direito de não exercer a maternidade. Tendo sido ou não vítima de estupro", destaca o advogado Ariel de Castro Alves, presidente da Comissão Especial de Adoção e Direito à Convivência Familiar de Crianças e Adolescentes da OAB-SP.

A previsão legal da entrega, diz, é importante "para evitar procedimentos de aborto, que são sempre traumáticos para a gestante e familiares, e situações de abandono de crianças". "E a maioria dos pretendentes a adoção, que são em torno de 30 mil no Cadastro Nacional, preferem crianças com menos de 3 anos."

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