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Notícias | País EXCESSO DE IMPUREZA

Anvisa determina recolhimento de medicamento com princípio ativo losartana

Remédio usado para controle da hipertensão apresentou concentração de impureza acima do limite de segurança

Por Redação
Publicado em: 23.06.2022 às 13:15 Última atualização: 23.06.2022 às 13:29

Lotes do medicamento com princípio ativo losartana devem ser recolhidos e interditados no mercado brasileiro. A determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aconteceu nesta quinta-feira (23). A medida foi tomada por causa da quantidade de impureza "azido" encontrada no remédio usado para controle de hipertensão. O grau de contaminação estaria acima do limite de segurança aceitável. A agência explica que "avaliou o impacto no mercado brasileiro e a necessidade de continuidade dos tratamentos, já que a losartana é o anti-hipertensivo e um dos medicamentos para insuficiência cardíaca mais utilizado no Brasil".

Remédios com os insumos losartana, valsartana e irbesartana foram recolhidos do mercado
Remédios com os insumos losartana, valsartana e irbesartana foram recolhidos do mercado Foto: Reprodução

Apesar da suspensão, a Anvisa orienta que o tratamento com losartana não seja interrompido. "Os pacientes que fazem uso da losartana devem continuar utilizando o seu medicamento, ainda que estejam usando um dos lotes afetados. A hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico que acompanha o paciente. Deixar de tomar o medicamento pode trazer riscos para a saúde do paciente", esclarece a Vigilância Sanitária brasileira.

O órgão regulador também diz que "azido são substâncias que podem surgir durante o processo de fabricação do insumo farmacêutico ativo e que tem potencial mutagênico".

Com a medida, as farmacêuticas tem ate 120 dias para fazer o recolhimento dos lotes a contar a partir de hoje. Desde 2021 a Anvisa monitora o medicamento devido a suspeitas de contaminação nesse processo de fabricação. De acordo com a agência sanitária, os resultados das análises e ações adotadas foram apresentadas para as empresas detentoras de registro, à Sociedade Brasileira de Cardiologia, Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

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