Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | País ESTRATÉGIA ELEITORAL

Em reação a Doria, Leite intensifica reuniões e marca encontro com Moro

Presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo já disse a aliados que não tem como agir para impedir os movimentos do ex-governador do Rio Grande do Sul

Por Lauriberto Pompeu/Estadão Conteúdo
Publicado em: 01.04.2022 às 16:32 Última atualização: 01.04.2022 às 16:32

Os integrantes do PSDB que são contra a pré-candidatura presidencial de João Doria mantêm os planos de forçar o paulista a desistir de disputar o cargo e apresentar no lugar Eduardo Leite, recém-saído do governo do Rio Grande do Sul. O próprio presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, que é coordenador da futura campanha de Doria, já disse a aliados que não tem como agir para impedir os movimentos do gaúcho.

Leite deixou o governo do RS na quinta-feira (31)
Leite deixou o governo do RS na quinta-feira (31) Foto: Piratini/Reprodução
Eduardo Leite já começa as negociações envolvendo a terceira via neste sábado (2), quando vai se reunir com o ex-ministro Sérgio Moro, que decidiu sair do Podemos para ir ao União Brasil e suspender a candidatura presidencial. "Encontro com ele amanhã de manhã em São Paulo. Já tínhamos combinado essa conversa antes deste anúncio dele de ontem (quinta, 31). Vamos conversar sobre as perspectivas futuras", disse o gaúcho ao Estadão.

Doria ensaiou desistir de concorrer à Presidência e permanecer no governo de São Paulo, mas recuou e anunciou na tarde de quinta-feira (31) que vai sair do cargo para disputar a sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após o presidente do PSDB escrever uma carta garantindo a pré-candidatura do paulista, ele retomou o plano de sair do governo de São Paulo e tentar ser candidato a presidente.

Mesmo assim, a ala do partido opositora de Doria diz que a carta é uma "bobagem" e que nem o próprio presidente da legenda acredita nela. A avaliação é que ela foi escrita para garantir que o vice Rodrigo Garcia (PSDB) assumisse o comando do Palácio dos Bandeirantes.

Ao ameaçar permanecer como governador, o tucano deixou a candidatura de Garcia em risco porque tirou dele a oportunidade de assumir o Bandeirantes e ter o comando da máquina durante o período eleitoral. Críticos de Doria dizem que ele fez uma chantagem para ter uma sinalização da direção nacional a favor de sua candidatura presidencial.

A estratégia foi considerada errática pelo comando do partido e irritou Araújo, que já vinha resistindo a vir a público para conter o movimento de Leite e reforçar apoio a Doria. Com a ação do paulista, o presidente do partido liberou o ex-governador gaúcho de construir com outros partidos uma eventual candidatura presidencial.

Doria tem sido alvo de uma pressão interna do partido, comandada pelo deputado Aécio Neves (MG) e pelo senador Tasso Jereissati (CE). A ala deseja que Eduardo Leie seja a opção da sigla.

Bruno Araújo foi eleito para comandar o PSDB pela primeira vez em 2019. Na época, ele era apoiado por Doria, mas também mantém pontes com a ala da legenda opositora do paulista. No ano passado, o agora ex-governador de São Paulo tentou tirar Araújo do comando da legenda para ele próprio assumir a sigla, mas não teve sucesso.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.