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Notícias | Novo Hamburgo Saneamento

Nova ETE vai tratar as águas do Arroio Luiz Rau em Novo Hamburgo

Estação inaugurada nesta quarta-feira (1º) limpará esgoto utilizado por cinco mil pessoas antes de devolvê-lo à natureza

Por João Linden
Publicado em: 01.09.2021 às 21:49 Última atualização: 01.09.2021 às 21:53

Pense no que você consegue fazer em um segundo. Poucas coisas, certo? Pois é esse curtíssimo período de tempo que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Vila Palmeira, no bairro Santo Afonso, precisa para limpar 16 litros de água. Inaugurada oficialmente nesta quarta-feira (1º), a estação despolui o esgoto de aproximadamente cinco mil moradores das proximidades antes de despejá-lo no Arroio Luiz Rau.

Diretor-geral da Comusa Márcio Lüders e prefeita Fatima Daudt inauguraram a estação Foto: Inézio Machado/GES

"Estamos muito felizes em entregar mais esta importante obra para a comunidade hamburguense. Foi uma obra feita praticamente toda durante o período de pandemia. É uma estrutura compacta, mas que representa muito no caminho que estamos trilhando pela melhoria do saneamento na cidade", ressaltou a prefeita Fatima Daudt durante a cerimônia de inauguração da obra, que exigiu investimentos superiores a R$ 5 milhões, todos oriundos dos cofres da Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo.

"Gostamos de desafios. De estar à frente e de entregar à comunidade cada vez mais serviços e obras como esta", reforçou Fatima.

O vice-prefeito e diretor-geral da Comusa, Márcio Lüders, lembra que a ETE veio pré-montada e, por isso, teve um tempo rápido de finalização. "Os resultados que tivemos nos testes comprovaram a qualidade desse novo modelo, que foi muito eficiente e vai beneficiar toda a população", explicou.

Parte da estrutura que vai compor o complexo da ETE Luiz Rau, a estação da Vila Palmeira recebeu, na semana passada, sua licença de operação definitiva e já começa a operar efetivamente após quase quatro meses em testes.

Junto com a ETE Roselândia, em fase de finalização, representam avanços importantes para que o Município atinja as metas do Marco do Saneamento até 2033.

"Estamos realizando estudos e investindo para garantir que Novo Hamburgo amplie o tratamento de esgoto, algo que sempre foi deixado para depois", finaliza o diretor-geral da Comusa.

Como funciona a estação

O sistema implantado é de uma ETE compacta.

Tratamento da fase líquida: Pré-tratamento (gradeamento) - tratamento biológico do tipo aeróbio - tratamento físico-químico - desinfecção por ultravioleta.

Tratamento fase sólida: O lodo vai para um biodigestor anaeróbio, após, segue para o tanque de lodo digerido, posteriormente para uma centrífuga para desidratar o lodo que vai para um contêiner onde fica acumulado. Destino final: aterro sanitário.

Tratamento da fase gasosa: A biodigestão do sólido gera biogás, que é queimado pelo sistema queimador de biogás.

"Maior obra da história da Comusa", diz Lüders

Ainda durante a cerimônia de inauguração da ETE da Vila Palmeira, a prefeita reforçou o comprometimento em deixar como legado uma cidade que despeje mais água tratada do que suja nos rios e arroios.

"Recebemos uma cidade com menos de 7% de esgoto tratado. Vamos entregar a cidade com 60% do esgoto tratado", projetou.

Para atingir esse número, a chefe do Executivo já considera a ETE Luiz Rau. A obra já possui licença prévia e de instalação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), mas ainda não começou - a previsão é de que se inicie ainda neste ano.

A futura instalação é considerada por Lüders como a "maior obra da história da Comusa". E os números apresentados pela companhia corroboram a afirmação.

Ela será responsável pelo tratamento de 50% do esgoto da cidade. Ao todo, ocupará um espaço físico de 6,6 hectares e poderá tratar 600 litros de esgoto por
segundo.

Investimento pode ser economia em saúde

Investimentos como o da estação fazem parte da adequação regional às metas de saneamento. Além disso, também auxiliam muito na saúde pública.

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o investimento em esgoto retornará com economia em saúde. De acordo com a OMS, cada dólar aplicado em saneamento básico e tratamento de esgoto resultaria em menos 4,3 dólares utilizados para curar doenças causadas pela ausência de ambos.

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