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Notícias | Gramado Cinoterapia

Apae quer implantar projeto inédito de terapia com cães em Gramado

Apresentação foi realizada nesta semana e usuário puderam interagir com animais treinados do Batalhão de Polícia

Por Fernanda Fauth
Publicado em: 01.07.2022 às 03:00 Última atualização: 01.07.2022 às 14:45

Uso de cães como recurso de reabilitação na área da saúde: essa é a proposta da Cinoterapia. Conhecida popularmente como terapia com cachorros, a proposta está sendo estudada pela Apae Gramado. De forma inédita no Estado, o projeto-piloto ainda está em fase de testes e análises.

Na quarta-feira, dia 29, uma primeira atividade foi realizada com os usuários da entidade. Cerca de 50 pessoas, entre pacientes e familiares, estiveram presentes para acompanhar uma apresentação dos cães que fazem parte do canil do 1º Batalhão de Polícia de Choque de Porto Alegre.

"Quisemos aproximar os nossos usuários com essa experiência, tendo em vista o projeto que pretendemos implantar. Ver as reações, e o aceite por parte deles e das famílias", comenta a coordenadora técnica da Apae Gramado, Juliane Zalamena.

A apresentação com os cães da Polícia de Choque da capital durou cerca de uma hora. O público pode acompanhar os pets realizando truques e obedecendo comandos. Do sentar e deitar ao pular obstáculos, os aplausos por quem assistia eram constantes.

Três pastores, sendo alemão e dois da raça malinois fizeram grande sucesso: Baruk, Gold e Radar. Ao final, os usuários puderam fazer carinho e tirar fotos, virando uma grande festa. "Eu achei muito legal, gostei muito de participar", conta a usuária e autodefensora, Andressa Inaiara, de 25 anos.

Encantada com o cão Gold, ela revela qual parte da exibição gostou mais. "Adorei quando eles falavam e pediam para eles deitarem. Eu tenho um cão em casa, ele é maior que esses até, mas não deita se a gente pedir", brinca.

O canil do Batalhão de Choque de Porto Alegre existe há mais de 50 anos e é o responsável por distribuir os cães adestrados pelas Polícias do Rio Grande do Sul. Conta com 30 cachorros e 24 servidores responsáveis pelos treinamentos diários.

O trabalho com apresentações já vem sendo realizado há algum tempo pela equipe. Os pedidos são analisados pelo comando, atendendo desde escolas a instituições em geral.

"É muito importante a socialização com o público. Às vezes as pessoas tem traumas e conseguem trabalhar estas situações. Mostramos que eles realmente são os melhores amigos do homem", justifica o sargento do Batalhão, Jefferson Moreira.

Benefícios e iniciativa

A Cinoterapia, além de proporcionar momentos de bem-estar e relaxamento, é uma terapia habilitada e utilizada como recurso de reabilitação na área da saúde.

"Promove aproximação entre os usuários, beneficiando a interação social. Tem resultados terapêuticos, que podem ser observados em relação aos aspectos emocionais, sociais, senso de autonomia, valor próprio, reconhecimento de si, melhora na capacidade de comunicação e sensibilidade", afirma a coordenadora da Apae, Juliane Zalamena.

Conforme a responsável técnica, pesquisas já comprovam os benefícios da terapia com cães em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual e mental.

A partir desta primeira experiência com os cães do Batalhão de Choque, o próximo passo é averiguar a possibilidade de implantação. Encontrar um parceiro que proporcione o projeto é a primeira etapa. Em seguida, será verificada a estrutura necessária para o início e os valores para dar andamento na atividade.

"Nossa previsão é dar início ainda neste segundo semestre", conclui Juliane.

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