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Notícias | Gramado Educador

Dia do Professor comemorado com adaptações

Aos 60 anos, Sueli Cavichioni é uma das servidoras municipais mais antigas em atividade em Gramado

Por Laura Gallas
Publicado em: 16.10.2020 às 03:00 Última atualização: 17.10.2020 às 12:38

Sueli Bernadete Zimmer Cavichioni leciona há quase 40 anos na Escola Senador, no bairro Piratini Foto: Laura Gallas/GES-Especial
Uma das profissões mais desafiadoras também no período de pandemia, sem dúvida, está sendo a dos professores. Em um momento de muitas inseguranças e incertezas, a superação foi a palavra do momento nestes últimos sete meses. Em Gramado, 580 profissionais atuam desde a alfabetização até o ensino fundamental na rede municipal. Na quinta-feira, dia 15, foi celebrada mais uma data que homenageia os profissionais que formam todos os outros.

É com orgulho de muitos desafios vencidos, que Sueli Bernadete Zimmer Cavichioni, 60 anos, não deixou a sala de aula. Perto de completar 40 anos de profissão, a educadora vive um novo período de adaptação. Além de toda a evolução no ensino, desde as turmas multisseriadas no interior da cidade, a preparação de aulas do currículo completo, a entrada da tecnologia e, agora, o ensino remoto por conta da pandemia do novo coronavírus, Sueli garante que tudo valeu a pena.

"Eu estudava contabilidade, foi quando o secretário de Educação na época me convidou para lecionar no interior. Com isso, comecei a cursar magistério. Foi tudo muito novo, todo mundo me acolheu e me encontrei em uma profissão que jamais imaginaria", recorda Sueli.

Para facilitar a rotina, Sueli pediu transferência para a Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Salgado Filho, no bairro Piratini, onde atua até hoje trabalhando com alunos do 5º ano. Ela é a servidora pública mais antiga, na área da educação, ainda em atividade em Gramado. Sua contratação ocorreu em março de 1981. "Ao longo desses anos, fui me aperfeiçoando em cursos até a formação em História pela Uniasselvi", destaca.

A satisfação de Sueli, por todos esses anos de profissão, está demonstrada no carinho com que fala sobre a carreira. Ela foi professora de estudantes que hoje já possuem empresas, que são casados e, inclusive, também leciona para os filhos desses ex-alunos. "Eu vi essa escola crescer. É gratificante o ser professor. É fundamental conduzir meus alunos, acima de tudo, respeitar o tempo de cada criança, é preciso compreender que o desenvolvimento humano é constante e contínuo, e que cada criança tem o ritmo dela", pontua.

Emocionada, a educadora aponta uma citação da ativista Malala. "Um livro, uma caneta e um professor podem mudar o mundo". "Na verdade, muitas vezes a gente se sente desvalorizada, mas é muito gratificante ser professora, eu me emociono quando recebo recadinhos dos meus alunos dizendo que estão com saudade, com mensagens de eu te amo, ou fazendo atividades. Com isso eu vejo que realmente eu não saberia fazer outra coisa", completa a educadora.

Nem pensar em parar de trabalhar

Apesar desses quase 40 anos ensinando os alunos na Escola Senador, Sueli garante: “Parece que recém iniciei na profissão”. Ela atribui esse sentimento aos próprios estudantes. “Me aposentei, mas optei em continuar trabalhando. Eu gosto disso, é lógico, tenho muitas coisas para fazer, um ano é diferente do outro, sempre mudando a forma de aplicar os planejamentos, são horas de trabalho, mas o mais importante é enfrentar os desafios e não desistir”, analisa.

Obstáculos vencidos também na pandemia

Dia do Professor 2020 - Sueli Bernadete Zimmer Cavichioni, da Escola Senador Salgado Filho Foto: Laura Gallas/GES-Especial
Além de muitos obstáculos enfrentados em todos os anos de profissão, em 2020, Sueli precisou encarar as dificuldades das aulas remotas neste período de pandemia.

“A gente vai vencendo, tudo isso sempre valeu a pena. Tenho orgulho dos obstáculos que venci e dos desafios cumpridos”, declara. Conforme a professora, as atividades foram preparadas e adaptadas dentro das habilidades específicas de todas as matérias pelos educadores. Também foram analisadas a aplicação aos alunos, com isso, os temas são impressos e entregues aos alunos. Aqueles que não podem buscar os trabalhos, são enviados por e-mail.

“Eu tive que me reinventar a essa nova realidade, a aprender a usar a tecnologia com a ajuda da família. Também tenho contato com as crianças pelo WhatsApp”, ressalta Sueli, apontando que a maioria dos alunos estão dedicados nessa nova maneira de estudo. Por mais que a saudade dos alunos só aumente, a professora não concorda com o retorno das aulas presencialmente.

“Estamos conseguindo conduzir os estudos e se preocupando com os cuidados, por que colocar em risco agora? Não teria como recuperar o ano letivo, nesse momento, de uma forma presencial. Além disso, tenho certeza que na volta deles, não iriam se conter em ficarem afastados, eles vem e dão beijos e abraços em todos”, conclui Sueli.

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