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Notícias | Gramado Comunidade se manifestou

Bancada Progressista quebra acordo e vota contra projeto para recuperação da RS-373

Mesmo com ajustes feitos pelo prefeito, Câmara rejeitou projeto de venda de imóveis por 5 a 4

Por Igor Mallmann
Publicada: 14.01.2020 às 08:01

Após votação que rejeitou projetos do executivo, comunidade se manifestou com gritos de "vergonha" na sessão da última segunda (13) Foto: Divulgação
A Brigada Militar precisou subir ao plenário da Câmara de Vereadores de Gramado na noite de segunda-feira (14) e escoltar os parlamentares da bancada Progressista após rejeitarem o projeto que financiaria a recuperação asfáltica da RS-373, entre Serra Grande e Várzea Grande, por meio da venda de terrenos do município.

Após a votação contrária por 5 a 4, a comunidade presente no plenário em grande número começou a gritar “vergonha, vergonha”. A presidente da Câmara, Rosi Ecker Schmitt (Progressista), mandou a plateia ficar quieta e respeitar os vereadores.

Os vereadores progressistas, antes da votação, evitaram tocar no assunto e usaram seu tempo no grande expediente tecendo críticas à gestão de Gramado. A votação contrária ao projeto indignou a comunidade uma vez que o prefeito Fedoca Bertolucci (PDT) havia feito um acordo com os vereadores progressistas, realizando ajustes ao projeto, conforme pedido pelos vereadores em troca de apoio na aprovação – que não veio. “Já estamos cansados de esperar obras do Governo do Estado. Temos pedido placas nas rodovias estaduais e nem isso eles fazem. Por isso é inadmissível que a estrada na Serra Grande continue daquele jeito”, afirmou Manu da Costa (PRB), em relação à estrada ser estadual.

Os vereadores da situação também defenderam o projeto em função da necessidade da comunidade em ter mais segurança para transitar na via. Os parlamentares Luia Barbacovi, Dr. Ubiratã, Rafael Ronsoni, Rosi Ecker Schmitt e Volnei da Saúde – os últimos três diretamente ligados à Várzea Grande – votaram contra o projeto para financiar a obra da RS-373.

Empréstimo também foi rejeitado

Pelo mesmo placar de 5 a 4 também foi rejeitado o projeto do Executivo que pedia autorização para fazer um empréstimo de R$ 35 milhões junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para realização de várias obras de infraestrutura no município. Da mesma forma que a venda de imóveis, a rejeição desse projeto também gerou revolta na comunidade no plenário, com a presidente da Câmara tendo que levantar a sessão por alguns minutos e, posteriormente, dar a sessão por encerrada.

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