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Notícias | Gramado Política

"O processo é cheio de falhas", afirma Nestor Tissot, após condenação ser mantida

Tribunal de Justiça negou recurso do ex-prefeito em processo de improbidade administrativa

Por Igor Mallmann
Última atualização: 08.11.2019 às 15:05

O ex-prefeito Nestor Tissot pretende continuar recorrendo no processo de improbidade administrativa ao qual havia sido condenado em 2018. O Tribunal de Justiça negou recurso da defesa de Tissot no último dia 30. Os desembargadores reduziram a multa, mas mantiveram a perda dos direitos políticos por três anos. O processo diz respeito à tentativa de compra, em 2013, do centro comercial da Vila Olímpica por parte do então prefeito.

O relator do processo, desembargador Eduardo Uhlein, afirma que "fica evidente a falta de honestidade e imparcialidade da iniciativa" de Tissot, ao tentar a compra. O desembargador cita que a maioria das salas era propriedade de uma empresa de parente de Nestor e que havia sido doadora destacada na campanha do ex-prefeito em 2012. A compra - impedida em função de denúncia - visava instalar ali um centro de saúde, mas, conforme Uhlein, não havia planejamento ou licitação.

"Não sei porque tanta preocupação comigo nas eleições"

A defesa de Tissot irá recorrer na instância superior, o Superior Tribunal de Justiça. Ele se diz confiante na reversão da sentença. "O processo é cheio de falhas, e o fato central é que não fiz nada do que está no processo, ou seja, não causei danos ao erário público", defende-se o ex-prefeito.

Sobre a sentença de perda dos direitos políticos, à qual vai continuar recorrendo, ele se diz incomodado com a especulação sobre se estará ou não elegível para as eleições municipais do ano que vem. "Não sei porque tanta preocupação comigo nas eleições, pois teremos no mínimo três ou quatro candidatos", comenta Tissot.

Jeferson Moschen

O secretário de Saúde da época da tentativa de compra do Centro Comercial, Jeferson Moschen, também é citado no processo. Com a rejeição dos recursos, Tissot e Moschen continuam condenados à suspensão dos direitos políticos. A multa para Nestor é de 10 vezes seu salário na época de prefeito. Para Jeferson, a multa é cinco vezes o salário de quando era secretário de Saúde.

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