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Notícias | Especial Coronavírus Crise e Covid-19

Sindilojas Hortênsias defende retorno gradativo das atividades econômicas

Entidade que representa mais de duas mil empresas da região defende uma flexibilização com reforço de ações de prevenção ao coronavírus

Publicado em: 26.03.2020 às 15:02 Última atualização: 26.03.2020 às 15:04

O Sindicato dos Lojistas da Região das Hortênsias, entidade representativa de mais de duas mil empresas reunidas nas cidades de Gramado, Canela, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Jaquirana, Picada Café e Nova Petrópolis, publicou seu posicionamento em relação a crise estabelecida devido a pandemia do coronavírus. A entidade destaca que entende a gravidade do momento em que vive o mundo quanto à Covid-19 e diz que a instituição vem acompanhando e seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os decretos vigentes de cada município representado, que é o de manter as portas fechadas, como forma de isolamento e mitigar a disseminação do vírus.

O presidente do Sindilojas Hortênsias, Guido Thiele afirma que a entidade entende que saúde deve estar em primeiro lugar. Mas também pontua que não se pode esquecer dos impactos da recessão econômica. "O que se ouve: 'Saúde em primeiro lugar, depois preocupemo-nos com a economia', como se um não fosse ligado ao outro", pondera Thiele. "Outros fazem a pergunta: 'é preferível salvar vidas ou negócios?'", completa.

No posicionamento divulgado à imprensa, o Sindilojas Hortênsias diz acreditar em flexibilização. "Não é necessário escolher entre vidas e negócios. Acreditamos que é possível trabalhar as duas frentes, achando soluções e medidas que achatem a curva da proliferação da doença, mas que também façam a economia girar", atesta o comunicado, acrescentando que a entidade tem ciência que o sistema de saúde não comportará a demanda se uma grande quantidade de pessoas precisarem de sua estrutura. "Por isso, pensamos que para tomar qualquer atitude, ela deva ser bem pensada", inclui.

Em nome do Sindilojas, Guido Thiele acreditamos que será possível uma flexibilização nos próximos dias. "Isso vem ao encontro da fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que comentou em entrevista no dia 25 de março de 2020, que 'a saúde não é uma ilha'. Ele enfatizou que saúde é o foco e sempre será, completando ainda que o isolamento é necessário, mas que tudo deve ser pensado em conjunto", informa Thiele.

Por isso, a entidade que representa os lojistas defende o isolamento vertical e o retorno gradativo de todas as atividades econômicas - não só comércio -, visto que a Região das Hortênsias é turística e depende de movimentação, seguindo as orientações dos órgãos de saúde. Quanto ao varejo, a entidade deixa a critério de cada estabelecimento a abertura ou não de seus negócios.


"Este retorno se dá através do isolamento de idosos e grupos de risco, cumprimento das orientações de cuidados individuais, teletrabalho dos grupos de risco, o distanciamento entre pessoas, ou seja, evitar aglomerações, fornecer álcool gel na entrada dos estabelecimentos, alterar o horário de início e término de expediente para evitar lotação no transporte público, firmando protocolos de contingência, ou seja, que voltem a operar com 50% de pessoal nas suas atividades a partir do dia 1º de abril, e retomando a 100% em 6 de abril quando o isolamento horizontal já terá cumprido 16 dias", sugere o sindicato.


A instituição encerra o posicionamento com uma sugestão para autoridades públicas municipais, de criar uma campanha de arrecadação de verbas para fortalecimento da infraestrutura de saúde de cada cidade.

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