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Informe Especial

"Invasão" de treinadores estrangeiros pode ajudar o futebol brasileiro

Publicado em: 19.05.2022 às 12:15 Última atualização: 19.05.2022 às 12:17

 

Futebol

O futebol caiu no gosto dos brasileiros assim que desembarcou no país, trazido por Charles Miller, um paulistano de pai escocês. Aos 10 anos, o pequeno Miller foi estudar na Inglaterra, onde conheceu o jogo. Na sua volta à terra natal, trouxe consigo o gosto pelo futebol e o resto é história. O esporte bretão desperta a paixão dos brasileiros e também movimenta a bolsa de apostas, já que tentar prever resultados é uma das grandes diversões do futebol. Se você gosta de fazer previsões, clique aqui para ler mais sobre o mercado do entretenimento esportivo.

Desde os primórdios, o Brasil passou a produzir talentos em série: Arhur Friedenreich, Leônidas, Domingos da Guia, passando por Didi, Garrincha, Pelé, Tostão, Rivelino, pela era de Zico, Falcão, Sócrates, Careca, por Romário, Taffarel, Dunga, Bebeto, chegando a Ronaldinho, Kaká, Rivaldo e Ronaldo – nossa última grande geração.

No entanto, se os jogadores brasileiros sempre ganharam o mundo, o mesmo não aconteceu com os treinadores. Alguns até chegaram a treinar times de ponta da Europa, como Felipão (Chelsea), Vanderlei Luxemburgo (Real Madrid) e Leonardo (Milan e Inter de Milão). O fato é que nenhum deles obteve sucesso, e hoje os clubes brasileiros recorrem a técnicos do exterior para comandarem seus jogadores,

É claro que, historicamente, o Brasil já teve grandes treinadores – Zagallo, Telê Santana ou, mais recentemente, Cuca e Tite são alguns nomes de ponta. O Velho Lobo, por exemplo, conquistou uma Copa do Mundo como treinador e outra como auxiliar. Em 1970, conseguiu criar um esquema que encaixasse no mesmo time três camisas 10: Tostão, Rivelino e Pelé.

O que chama a atenção é que a quantidade de grandes treinadores é muito pequena em relação à de jogadores e à importância que o Brasil tem no mundo do futebol. Peguemos a Argentina como exemplo – o país vizinho exporta treinadores para os clubes europeus aos borbotões: Diego Simeone, Marcelo Bielsa, Mauricio Pochettino, Jorge Sampaoli, entre tantos outros.

Não podemos ignorar que há um certo preconceito com treinadores brasileiros – talvez pela própria fama de indisciplinados que os jogadores do nosso país têm. Além disso, há a barreira da língua, já que muitos treinadores argentinos iniciam o trabalho na Europa em clubes da Espanha.

Isso é parte da explicação, mas definitivamente há motivos além desses. E a maior prova é que os três principais times do Brasil, no momento, recorreram a treinadores estrangeiros: o Palmeiras com o português Abel Ferreira, o Flamengo com o também luso Paulo Sousa e o Atlético Mineiro com o argentino Antonio Mohamed.

Essa “invasão estrangeira” em nosso futebol, aliás, pode servir para que uma nova geração de treinadores brasileiros se desenvolva com uma visão mais moderna, adequada ao jogo atual. Isso só não acontecerá se os técnicos daqui tiverem uma reação corporativista e ficarem na defensiva. Caso contrário, o futebol brasileiro sairá ganhando e o futuro será bastante promissor.

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