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Botox pode ajudar a recuperar os movimentos após AVC ou paralisia cerebral

Toxina botulínica é indicada no tratamento da espasticidade, quando a parte do cérebro ou a medula espinhal sofre algum dano

Por Redação
Publicado em: 16.05.2022 às 05:37 Última atualização: 16.05.2022 às 10:27

Ao contrário do que muitos pensam, a toxina botulínica não está relacionada apenas com a aplicação estética. Os seus benefícios terapêuticos estão sendo utilizados, com sucesso, em áreas da Neurologia, como no tratamento da espasticidade.

 Toxina botulínica não está relacionada apenas com a aplicação estética e pode auxiliar em contrações musculares
Toxina botulínica não está relacionada apenas com a aplicação estética e pode auxiliar em contrações musculares Foto: Adobe Stock
Este sintoma é caracterizado pelo aumento involuntário da contração muscular, causando dor e podendo dificultar a execução de atividades diárias, como falar, comer e se movimentar, por exemplo.

Podendo atingir qualquer músculo, a espasticidade acontece quando a parte do cérebro ou a medula espinhal, que controla os movimentos voluntários dos músculos, sofre algum dano, como o acidente vascular cerebral (AVC) ou ser consequência de paralisia cerebral.

"A espasticidade é comum em pacientes com esclerose múltipla, pois esta doença atinge o sistema nervoso afetando os movimentos musculares. Também pode atingir pessoas com paralisia cerebral, traumatismo craniano e acidente vascular cerebral", explicou a médica neurologista e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Inara Taís de Almeida.

Tratamento

A gravidade da espasticidade depende das lesões que cada paciente teve no cérebro ou medula espinhal, podendo surgir contração involuntária dos músculos, dificuldade para dobrar as pernas ou braços, espasmos musculares e deformidades nas articulações. Por meio dos sintomas, o neurologista consegue identificar o grau da lesão e qual será o tratamento indicado.

O objetivo deste tratamento é reduzir o impacto da espasticidade e prevenir complicações secundárias.

Como a toxina botulínica age nestes pacientes?

Inara Taís de Almeida, neurologista
Inara Taís de Almeida, neurologista Foto: Elisa Mancuzo
Além dos remédios e da fisioterapia, a toxina botulínica (botox) pode ser usada para diminuir a rigidez muscular e facilitar a movimentação das articulações. Na maioria dos casos, o especialista indica o uso em conjunto com sessões de fisioterapia.

"A espasticidade não tem cura, mas a toxina botulínica tem ajudado muitos pacientes a recuperar parte dos movimentos. As injeções podem ajudar a tratar essas contrações musculares, pois aplicadas nos músculos, diminui o sinal entre os nervos e os músculos, evitando os espasmos ou enrijecimento." O histórico do paciente é que vai determinar de quanto em quanto tempo ele precisará receber a toxina, mas, em média, as aplicações são a cada 6 meses.