VOLTAR
FECHAR

Rua Emílio Leobet, 1559, sala 21 - Bairro Avenida Central - Gramado/RS - CEP: 95670-000
Fones: (54) 3286.1666 - Fax: (54) 3286.4015

XYZ

Crocodilo Dundee vai voltar com novo ator

Danny McBride viverá o filho do personagem que projetou internacionalmente o ator australiano Paul Hogan.

Divulgação
Danny McBride como o filho de Crocodilo Dundee no filme Dundee: The Son of a Legend Returns Home
Um dos ícones dos anos 80, Crocodilo Dundee vai voltar. Mais de 30 anos depois de Mick "Crocodilo" Dundee encantar o público ao lutar com animais selvagens e enfrentar os assaltantes de Nova York com sua faca, uma nova produção está em andamento.

"Dundee: The Son of a Legend Returns Home", o quarto filme da franquia de 600 milhões de dólares, terá Danny McBride como Brian Dundee, o filho de Mick Dundee que ninguém conhecia. "Não vou mentir para você, para ser um Crocodilo Dundee real acredito que 95% sejam o colete, e 5%, conseguir não cair e ficar de pé", disse McBride em uma declaração distribuída pela produtora australiana Rimfire Films. A empresa, que produziu o filme original e sua primeira sequência, anunciou que o lançamento está programado para o verão do hemisfério norte (período que, no Brasil, corresponde ao inverno).

Paul Hogan, o ator que ficou famoso pelos filmes originais (de 1986, 1988 e 2001), deve aparecer no filme, embora ainda não seja claro se como personagem efetivo ou apenas em ponta ou referência. No site IMDB, especializado em produções internacionais, Dundee: The Son of a Legend Returns Home consta como finalizado. Sites de bastidores comentam que a produção foi rodada em segredo.  

(Com informações da AFP)


Morreu a vocalista da banda irlandesa Cranberries

Dolores O'Riordan, do grupo irlandês famoso nos anos 90, morreu subitamente aos 46 anos, de causas ainda não divulgadas.

AFP
Dolores O'Riordan, vocalista da banda irlandesa de pop rock Cranberries
A cantora do grupo irlandês de pop-rock Dolores O'Riordan morreu "de repente" nesta segunda-feira (15) em Londres, aos 46 anos, anunciou sua produtora. "A cantora do grupo irlandês The Cranberries estava em Londres para uma curta sessão de gravação", precisou sua agência, Lindsey Holmes Publicity, em um comunicado. "Os membros de sua família estão devastados e pediram o respeito à sua vida privada neste período tão difícil", acrescentou o comunicado.

O grupo fez sucesso internacional nos anos 1990 com temas como Zombie (sobre a guerra na Irlanda do Norte), Just My Imagination e Animal Instinct. A banda vendeu mais de 40 milhões de discos. O álbum "No Need to argue" chegou a ser primeiro em vendas na Austrália, França e Alemanha e 6º nos Estados Unidos.

Em 2003, cansados das intensas viagens e sem inspiração, o grupo criado em Limerick (Irlanda) em 1989 decidiu fazer uma pausa. "Em 2003, meu filho tinha cinco anos, minha filha dois anos e eu os levava na viagem com a gente. Me dei conta de que não era só por eles. Do ponto de vista criativo estávamos na rotina. Precisávamos de uma pausa", disse Dolores O'Riordan em 2012.

A banda se separou, e O'Riordan tentou carreira solo, com um primeiro álbum "Are you listening?". Em 2009, o Cranberries voltou a se reunir e três anos depois lançou "Roses". Seu último disco, "Something Else" saiu no ano passado. Vários shows foram cancelados pela justificativa de dores de coluna da cantora. Pouco antes do Natal, Dolores O'Riordan publicou uma mensagem na página de Facebook do grupo: "Olá a todos, sou Dolores. Me sinto bem!", escreveu contando que deu um "primeiro show em meses neste final de semana".

Entenda a polêmica do novo Star Wars

Os três filmes ligados à saga lançados desde que os estúdios do Mickey compraram LucasFilm não têm um tom unificado.

ALERTA DE SPOILER. NÃO LEIA SE NÃO QUISER CONHECER DETALHES DO EPISÓDIO 8, FILME AINDA EM CARTAZ


Reprodução
Imagem de divulgação de Star Wars - Os últimos Jedi
Que a franquia Star Wars está rendendo, já rendeu e ainda vai render bilhões para a Disney ninguém pode duvidar ou questionar. Desde que os estúdios do Mickey compraram a LucasFilm, já fomos brindados com Episódio 7 - O Despertar da Força (2015), Rogue One - Uma aventura Star Wars (2016) e Episódio 8 - Os Últimos Jedi (2017). Vêm aí Han Solo: Uma História Star Wars (2018) e o Episódio 9 (2019), com pelo menos mais uma trilogia de spin-offs projetada depois disso. Nesse andar, com um título novo ao ano, a Disney vai lançar em apenas seis anos a mesma quantidade de títulos que George Lucas, o criador original, levou 28 anos para produzir na saga. De artesanal, a coisa virou industrial.

Resta saber quando, neste ritmo de linha de montagem, a Disney vai conseguir calibrar o produto que está despejando no mercado. A reação de fãs varia muito, desde o deslumbre absoluto até a indignação total, mas é preciso ponderar que a Disney parece ainda não ter decidido qual fórmula aplicar. Este parece ser um dos problemas na base de uma certa polêmica do novo filme. Nos EUA, rolou até petição para tirar Os Últimos Jedi do cânone de Star Wars. O próprio Mark Hamill (Luke Skywalker), em entrevista anterior ao lançamento do filme da qual já se arrependeu, disse que haveria outros caminhos para a saga que poderiam ter sido tomados.

O Despertar, em 2015, foi bem recebido por críticos e muitos fãs, mas tinha vários problemas de coerência e mesmo de concepção. Apesar disso, era uma história bem contada. Rogue One, mesmo sem ser oficialmente parte da saga principal, tinha ritmo e parecia mais integrado à temática da série, só que padecia de uma espécie de síndrome de videogame, cheio de sequências de CGI com personagens antigos. Já Os Últimos Jedi, a produção atualmente em cartaz, passa boa parte de seus longos 152 minutos eliminando mancadas ou contradições do filme de 2015.

ATENÇÃO, DAQUI PARA FRENTE TEM SPOILERS

Os Últimos Jedi elimina o vilão Snoke, que em O Despertar surgia como uma espécie de Palpatine genérico, mas agora seguiu o mesmo destino do Imperador em O Retorno de Jedi. A máscara de Kylo Ren também parece ter seguido o caminho dos midi-chlorians.

Ainda, o filme em cartaz dá uma simplificada nas coisas. Se o Episódio 7 e Rogue One eram repletos de relativizações sobre o bem e o mal, com vilões que se regeneravam e mocinhos que mostravam inesperadamente facetas sombrias, Os Últimos Jedi termina com bem e mal bem estabelecidos. Até a relação de oprimidos e opressores se define melhor. No Episódio 7, não dava para entender quem dominava a Galáxia, se a República ou a Primeira Ordem, e quem era a força militar dominante. Agora, tem vilões e tem mocinhos, e só. 

Talvez seja injustificado o protesto de alguns fãs que reclamam que Os Últimos Jedi desrespeita o cânone de Star Wars. O filme mostra um final digno para Luke Skywalker, em que pese o tom meio fora do personagem para algumas cenas. Até o humor de algumas cenas andou desagradando fãs, mas ele não está tão fora do espírito irreverente de episódios anteriores. Até a Força é melhor retratada agora do que no filme de 2015. O problema do Episódio 8 não é a destinação dada à saga ou a concepção dos personagens. Nisso, ele se sai até melhor que o Episódio 7.

Um dos defeitos de Os Últimos Jedi já estava lá no filme de 2015. Ele não é, ao contrário dos filmes de George Lucas (mesmo os ruins), grandioso. O filme é pequeno. Há pouca ação em tomadas panorâmicas (há muita paisagem, mas a maior parte da ação acontece em ambientes fechados ou pequenos). Os grupos de personagens são tão limitados quanto os ambientes. O núcleo dos vilões tem, basicamente, três personagens. O dos heróis, um pouco mais. Mas a Resistência inteira já cabe na Falcon Millenium.

O problema principal, porém, é que o filme de Rian Johnson está longe de ser um primor de narrativa. Não tem um clímax definido, só várias catarses que parecem nunca levar a lugar algum. Todos os mocinhos têm pelo menos uma sequência inteira na qual salvam o dia (o robozinho BB8 incluído), e até Kylo Ren brilha como herói uma vez, antes de voltar aos pitis que parecem definir o personagem. Coisa pessoalmente inédita para o blogueiro num filme de Star Wars, Os Últimos Jedi cansa.

Obviamente, as altas bilheterias mostram que qualquer falha de roteiro é relativa, e que só a força (sem trocadilho) do nome Star Wars e a memória afetiva dos fãs já bastam para levar legiões às salas de projeção. A saga, afinal, é feita para os fãs e para o grande público, não para os críticos ou os chatos. O estúdio do Mickey sabe disso melhor do que ninguém. E, lembremos mais uma vez, a Força agora está com a Disney.

Pelo menos ainda não trouxeram de volta Jar Jar Binks.

Viva - A Vida é Uma Festa é melhor animação da Pixar em anos

Viva - A Vida é Uma Festa reinventa folclore mexicano com grande beleza visual.

Divulgação
Miguel e Hector em cena de Viva - O Mundo é Uma Festa, da Pixar
A Pixar é o estúdio pioneiro de animação digital responsável por pérolas como Toy Story, Monstros S.A. e Procurando Nemo, mas que nos últimos anos vinha tendo um certo declínio por conta da mão pesada da Disney, que adquiriu participação maior. Para quem tinha medo que a Pixar não conseguiria mais alcançar grandes voos criativos, Viva - A Vida é uma Festa é um bálsamo. O filme é divertido, incrivelmente bonito e tem uma temática inventiva e bem narrada.

A história é narrada por Miguel, um garoto mexicano que nasceu em uma família de sapateiros. Ele quer ser músico, mas esse é um assunto proibido na sua casa, o que produz um conflito. No Dia de Los Muertos, quando os mexicanos acreditam que os familiares voltam para visitar os vivos, o menino se revolta contra seu passado e um gesto impensado o leva ao Mundo dos Mortos. Lá, precisará fazer as pazes com seus antepassados, acertar as coisas e dar um jeito de voltar.

Viva - a vida é uma festa (em inglês o título é Coco) tem uma cenografia deslumbrante. O mundo do Além descoberto por Miguel, onde circulam mortos vestidos com trajes folclóricos do Dia de Los Muertos, é uma mistura caleidoscópica de neon, metrópole asteca, pueblo e favela. Tudo isso regado a música, que é um dos fios narrativos de toda a história.

Os tipos que o menino encontra são divertidos e marcantes, desde o ídolo Ernesto de la Cruz até o malandrão Hector, que vira parceiro na busca do garoto. O filme atualiza de forma criativa a iconografia e o imaginário da versão mexicana do nosso feriado de Finados, que por lá é uma data colorida e alegre, quase um carnaval.

Sobretudo, Viva é a primeira animação da Pixar no universo popular latino-americano. É uma narrativa para toda a família mas ambientada no universo caliente dos chicanos pobres, com os quais temos muito em comum. Uma superprodução gloriosa para mostrar o caótico Céu do povo de Chaves.

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS