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Divertido, John Wick 3 debocha da própria violência

John Wick Parabellum, terceiro capítulo da série estrelada por Keanu Reeves, é ação sem parar.

Foto por: divulgação
Descrição da foto: Keanu Reeves em John Wick 3, que novamente diverte com lutas coreografadas e violência que beira o absurdo
Você não precisa ter visto os outros dois John Wick para se divertir neste capítulo 3 da série com Keanu Reeves no papel de um superassassino. Na verdade, você quase nem precisa ler as legendas. É ação pura.

Cursinho básico de John Wick. Na parte 1, o personagem é um assassino de elite aposentado e apaixonado. Mas a esposa morreu de causas naturais e deu a ele um cachorro. Alguém matou o cachorro, e aí o cara surtou. Na parte 2, depois que ele já estava ensandecido dando tiros, veio um pessoal e o obrigou a fazer um serviço como assassino. Mas ele se desentendeu com os caras e teve que matá-los também. Esta parte 3 começa minutos após a parte 2, com John Wick correndo porque sua cabeça acaba de ser colocada a prêmio, e ele também foi “excomungado” do grupo de assassinos ao qual pertence, o que significa que vai ficar sem ajuda alguma e na mira de um bando de pistoleiros e matadores. Para tentar se salvar, ele vai buscar a ajuda de antigos amigos, até inimigos, e fazer uma jornada exótica.

Você não precisa, na verdade, ler todo esse texto, ou sequer seguir muito a história toda, porque o que conta mesmo em John Wick 3, como em geral nesta divertida série, são as lutas coreografadas, as hipérboles visuais e as famosas “atochadas”, aquelas jogadas aparentemente impossíveis que o herói faz o tempo todo. Ah, sim. O filme é extremamente violento, ao ponto de parecer quase uma comédia.

Não se preocupe, porque John Wick é inteligente, com ação acelerada mas bem compensada por personagens interessantes e boa fotografia. O elenco tem bastante gente conhecida, como Ian McShane, Laurence Fishburne, Halle Berry, Mark Dacascos e Anjelica Huston. O diretor Chad Stahelski é o mesmo da parte 2, um ex-lutador que já foi dublê e se especializou em filmes de artes marciais.

John Wick tem tudo isso, atores carismáticos, lutas legais, algumas frases inteligentes, ação sem parar e muita, mas muita bala. Por sinal, Keanu Reeves repete uma frase célebre de Matrix, “Armas, um monte de armas” (“Guns, lots of guns”) antes do sarrafo comer para valer.

Ah, o subtítulo Parabellum, além de nome de arma, vem de uma divisa romana que um personagem repete numa das falas mais longas (com quase duas frases): “Si vis pacem, para bellum”, “Se queres a paz, prepara a guerra”. John Wick, certamente, concorda com isso.

Morreu Peter Mayhew, o Chewbacca original de Star Wars

Ele interpretou o amigo peludo de Han Solo na trilogia original de Star Wars e em O Despertar da Força, de 2015.

O ator Peter Mayhew, que interpretou durante anos Chewbacca, o extraterrestre gigante e peludo na saga "Guerra nas Estrelas", morreu nesta terça-feira (30/4) aos 74 anos, em sua residência no Texas, informou sua família no Twitter. Mayhew, nascido em Londres em maio de 1944, tinha 2,21 metros, o que lhe valeu seu primeiro papel no cinema, em 1976, em "Simbad e o olho do tigre", como o Minotauro. No ano seguinte, George Lucas o escolheu para interpretar Chewbacca no primeiro filme de "Guerra nas Estrelas", papel que manteve até "O Despertar da Força" (2015), antes de ser substituído por problemas de saúde.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Uma das cenas do Star Wars original, com o Chewbacca de Mayhew ao centro

Foto por: AFP
Descrição da foto: O ator em uma de suas últimas aparições públicas, na estreia de Solo: uma aventura Star Wars, já como convidado, uma vez que não participou do filme por problemas de saúde

Estranho e perturbador, Border é um dos melhores filmes do ano

Produção sueca teve premiação em Cannes.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Eva Melander atuando com maquiagem pesada em Border
Infelizmente, Border só está passando em Porto Alegre. Mas vale se tocar para a capital para assisti-lo ou, ao menos, anotar para quando chegar em vídeo. A produção sueca, que foi premiada em uma mostra alternativa de Cannes, é um dos filmes mais esquisitos e provocantes da temporada. O diretor Ali Abbasi não é tão conhecido por aqui, mas um dos roteiristas é John Ajvide Lindqvist, do cultuado terror Deixe Ela Entrar.

A história acompanha Tina, uma policial que trabalha na aduana portuária. Ela tem um olfato que beira o sobrenatural, e consegue identificar contrabandistas ou até criminosos apenas pelo cheiro de medo, culpa ou ódio que estejam exalando. Feia a ponto de ser chamada de “aberração” por outras pessoas – e às vezes por si própria –, ela mora no meio do mato e só se sente verdadeiramente feliz no meio dos bichos, sozinha no agreste. Um dia, ela encontra um suspeito muito parecido com ela mesma. Sua intuição lhe diz que ele fez algo errado, mas ela não consegue descobrir o quê. Também fica crescentemente intrigada, até fascinada pelo sujeito. Sua busca trará muitas revelações.

Border tem suficientes toques de suspense, policial e até fantasia para manter o espectador interessado na trama, ao mesmo tempo que coloca na roda uma mensagem filosófica. Com seus protagonistas totalmente diferentes do ideal do mocinho e da mocinha lindos e sarados, o filme cutuca o tempo todo as convicções e o conforto de quem assiste. Mesmo sob uma tonelada de maquiagem protética, a atriz Eva Melander emociona, principalmente quando contracena com Eero Milonoff.

Border é estranho, seco e até cruel, ao mesmo tempo exótico e reflexivo. Com sua trama levemente fantástica, mas repleta de temáticas relevantes na realidade contemporânea, é uma fábula para adultos, uma releitura sombria, meio amarga, dos tradicionais contos de fadas. Esquisitão e profundo como só os filmes suecos sabem ser, Border é um exercício de compreensão da alteridade.

Um filme de verdade. É um dos últimos exemplares de uma espécie quase extinta.

Dumbo de Tim Burton é sombrio e melancólico

Retomada de animação clássica da Disney ficou pesada.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Eva Green e Dumbo de computação gráfica no filme de Tim Burton que retoma animação da Disney de 1941
A Disney está refazendo nas chamadas versões live action (com atores) um por um dos seus desenhos animados clássicos. Já ganharam refilmagem Cinderella e A Bela e a Fera, vêm aí Alladim e O Rei Leão e, por enquanto, está em cartaz Dumbo, dirigido pelo malucão Tim Burton, que já assinou a primeira destas refilmagens do estúdio, Alice no País das Maravilhas. Dumbo retoma a quarta animação de cinema da casa do Mickey, de 1941.

As duas histórias tratam de um elefantinho nascido num circo daqueles que percorrem os Estados Unidos de trem. O bicho nasceu com orelhas grandes, o que lhe rende preconceito dos outros animais e dos humanos também, a ponto de receber o apelido pejorativo de “Dumbo”, mistura de “dumb” (“burro”) com “jumbo”, nome de sua mãe no filme. Só que Dumbo vai surpreender a todos porque suas orelhas grandes funcionam como asas e ele pode voar.

O filme de Tim Burton capricha nos ingredientes exóticos e nos delírios visuais, mas é bastante diferente do primeiro. No desenho, os animais falavam, embora Dumbo fosse mudo. No filme, vários personagens humanos são introduzidos para substituir os bichos que eram amigos ou antagonistas do herói. Várias cenas, um ou outro elemento e até alguns diálogos são reimaginações de similares da animação, mas a semelhança não vai muito além. Não faz diferença, porque Dumbo é um dos desenhos menos lembrados da Disney, embora costume ser valorizado pela crítica e pelos historiadores.

Dumbo até vai bem nas bilheterias, mas não tanto quanto o estúdio esperava. A recepção morna talvez aconteça porque é um filme sombrio e triste, com seus heróis que sofrem o tempo todo, antes do happy end obrigatório em toda produção da Disney. As concessões aos tempos politicamente corretos também incomodam um pouco e chegam a ser anticlimáticas. O anacronismo também é um fator alienante para as plateias modernas. O Dumbo original era ambientado na própria época de realização, mas a refilmagem optou por manter a ação nos anos 40 e fazer reconstituição histórica. Isso porque os grandes circos, e especialmente aqueles repletos de animais, que se deslocavam por trem, são agora algo que efetivamente ficou no passado.

Dumbo é extravagante, até bonito mas um pouco pesado – exatamente o que você esperaria de um elefante voador.

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