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Viver com Saúde

Saiba quais são os principais sinais das crianças vítimas de abuso

Pais e responsáveis devem ficar alertas para comportamento explosivo, dificuldade de concentração e insegurança atípicos dos pequenos
08/04/2019 03:00 11/04/2019 14:34

Foto por: Carolina Zeni/GES-Especial
Descrição da foto: Agressão pode deixar marcas na autoestima e no emocional da criança
A infância é um período de descobertas do mundo de forma lúdica. No entanto, algumas crianças acabam distanciadas deste universo em razão da violência sexual. A agressão desta natureza pode deixar marcas na autoestima e no emocional de quem a sofreu, de acordo com a especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional Taís Hatzenberger. Se o problema for identificado precocemente, o acompanhamento profissional pode ajudar a vítima a lidar com os traumas. Para tanto, é necessário atenção a alguns sinais que os pequenos possam apresentar.

O senso da realidade pode ser confundido por experiências e traumas das crianças vítimas, por isso a confusão entre o real e o abstrato é comum, conforme Taís. "Inconscientemente, na escola, podem se tornar crianças inseguras, carentes e desatentas, ou explosivas em alguns casos", reforça, lembrando que tudo varia de acordo com o tipo e grau de violência. "O fato é que na infância nossos valores e princípios começam a se formar, e quando uma violência acontece, muitos bloqueios psicológicos e cognitivos podem atrapalhar sua vida escolar e relacionamentos com colegas, amigos e familiares", esclarece.

Ajuda

Conversas e brincadeiras ajudam a vítima a contar o que está se passando. Por isso, ter tempo de qualidade para brincar com a criança é a melhor forma de perceber o que está acontecendo na sua rotina. "Ela irá reproduzir, não em palavras, exatamente, mas por ações e comportamentos o que está sentindo ou vivendo", aconselha a psicopedagoga, aconselhando conversas, brincadeiras, livros e jogos de sentimentos. "É importante não expressar raiva ou pedir para reproduzir exatamente o que aconteceu. O tratamento pode corrigir para que a lembrança não evolua a um trauma e influencie na aprendizagem ou vida social", garante.

Não terceirizar a atenção

Para ajudar a vítima a reconstruir a confiança, Taís salienta a necessidade de explicar que seu corpo é especial e particular. "Acredito que o amor e a atenção geram autoconfiança e segurança para a criança enfrentar as adversidades, porque não estão sozinhas", pontua. O abuso sexual na infância pode gerar sequelas emocionais para a fase adulta, principalmente se não identificado. "Cada consequência varia de acordo com o meio. Podem ser crianças explosivas, por estarem com raiva e indignação, tristeza e solidão, medo, vergonha, baixa autoestima, nojo do próprio corpo", elenca.

Taís também lembra que algumas mulheres apresentam dificuldade em ter relações amorosas por lembrar do que viveram. "Por isso, a ajuda profissional na infância irá avaliar e corrigir possíveis danos na vida adulta", enfatiza.

Jornal de Gramado
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