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Restrição de alimentos

Dietas restritivas podem reduzir o metabolismo; entenda

Nutricionista destaca que medida não deve ser tomada por conta própria
18/03/2019 03:00 22/03/2019 14:39

A regra não é apenas cortar alimentos. Diferente das dietas da moda, que prometem resultados miraculosos em pouco tempo, a nutricionista Rafaela Mundstock ressalta que para emagrecer é preciso existir um deficit calórico, ou seja, precisamos gastar mais calorias do que consumimos. "E para muitos, se não para a maioria, faz sentido cortarmos um grupo alimentar. Temos três grupos alimentares: os energéticos, os construtores e os reguladores. Todos os alimentos pertencem a algum desses grupos; esses grupos, por sua vez, são compostos pelos carboidratos, gorduras, proteínas e micronutrientes, vitaminas e minerais. Então vamos pensar juntos: a natureza não nos disponibilizou tudo isso à toa. Isso mesmo, temos esses três pilares a nossa disposição por um motivo: precisamos deles", destaca.

A profissional lembra dos riscos escondidos em iniciar uma dieta por conta própria, sem orientação adequada. "Vamos começar com o simples fato de que dietas restritivas assustam o cérebro, fazendo com que ele, o comandante do nosso corpo, se adapte de uma forma com que o organismo fique protegido. Ele recebe um alerta, que é entendido como perigo. A fome aumenta, o nosso metabolismo se reduz, há estímulo das vias metabólicas de armazenamento de gordura e há risco de ganho de peso. O pensamento fica voltado para a comida de forma obcecada - ainda mais para os alimentos considerados proibidos", ressalta.

Não é natural

Além disso, Rafaela cita que devemos considerar que dietas não são sustentáveis sem que hábitos e comportamentos também sejam mudados. "Simplesmente cortar um alimento não é um processo natural. Isso leva ao fim da dieta. Prestou atenção? A dieta tem um início e tem um fim. E consequentemente a perda de peso vai ter um fim também. O reganho de peso é inevitável. Os alimentos por si só não são capazes de emagrecer, engordar, matar ou salvar a vida de alguém. Não devemos pensar de forma dicotômica: alimento bom ou ruim; permitido ou proibido. Muitas vezes isso limita o pensamento das pessoas, fazendo, inclusive, com que elas esqueçam o que gostam de comer", reforça.


  • Dieta, maça
    Foto: PublicDomainPictures/Pixabay
  • Rafaela Mundstock, nutricionista
    Foto: Divulgação

E os super alimentos?

Da mesma forma que alguns alimentos são demonizados, outros ganham título de "superalimentos". Entre eles, Rafaela destaca o óleo de coco, que foi apresentado como facilitador no processo de emagrecimento e como uma "gordura boa". "As Sociedades Brasileiras de Endocrinologia e Metabologia e de Cardiologia dizem que o óleo de coco é uma importante fonte de gordura saturada e, quando utilizado com exagero, pode ser deletério, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Também não há evidência de que o seu uso no dia a dia emagreça. O Ministério da Saúde recomenda o uso máximo de duas colheres de sopa por dia, e essa quantidade pode já ser demais, levando em conta que, ao longo do dia, outras gorduras serão consumidas também", diz.

Não há vilões na nossa alimentação

Nestas discussões, o carboidrato assume o papel de vilão, por exemplo, e dá lugar à dieta "low carb" e a alguns medos como "carboidrato à noite engorda". "A redução de carboidrato no total da alimentação ou excluir carboidrato pela noite são estratégias que vão levar ao deficit calórico [necessário para perda de peso] mas, novamente, não são sustentáveis. Lembrando também que são estratégias individuais e não necessariamente o que serve para um vai servir para o outro", diz.

A lista de mitos ainda conta com o glúten. "Para os que não sabem, é a principal fração proteica do trigo, cevada e centeio. O glúten está presente em todos os alimentos que possuem algum desses ingredientes na sua composição: pães, massas, bolachas, cerveja e outras bebidas alcoólicas e em geral nos produtos industrializados. O glúten pode desencadear sintomas gastrointestinais (náusea, diarreia, vômito) ou extraintestinais (dor de cabeça, cansaço, unhas e cabelos fracos), representando a doença celíaca ou a sensibilidade ao glúten. O tratamento para essas condições se dá a partir da exclusão do glúten. Entretanto, a dieta sem glúten tem virado tendência até mesmo naqueles sem a doença.

Pesquisadores não apoiam a realização de dietas sem glúten entre pessoas livres da doença pois, ao eliminar o glúten da dieta, há redução do consumo de grãos integrais, associados a benefícios cardiovasculares e intestinais. "As fibras (presentes nos integrais) são fonte de energia para as bactérias benéficas do intestino, e a sua exclusão pode prejudicar o funcionamento do mesmo. Aliás, não há evidência científica de que a simples exclusão do glúten emagreça. Ao contrário, muitas vezes, por falta de orientação de profissionais, a ingestão de farinhas refinadas e lanches ricos em açúcar pode aumentar, ocasionando o ganho de peso", detalha Rafaela.

Jornal de Gramado
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