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RS-115: moradora do bairro Três Pinheiros define por milagre sua sobrevivência e do filho

Eles foram atropelados na semana passada e passam bem. Moradores do bairro realizaram protesto no local e na Câmara de Vereadores pedindo mais segurança
21/06/2019 03:00 21/06/2019 09:50

Foto por: FOTOS ILTOIN MÜLLER/GES-ESPECIAL
Descrição da foto: "MILAGRE DE DEUS": Stephany e o filho foram atropelados
Era o primeiro dia que o menino Andrio Davi, 6 anos, ia para a escola a pé. Na primeira vez havia ido de carro, levado pelo tio. Naquela segunda-feira, dia 11, saiu de casa, na Rua Viação Férrea, lado esquerdo do bairro Três Pinheiros (no sentido Centro-Várzea) segurando firme a mão da mãe Stephany Severo, que estava há poucos dias em Gramado, procedente de Parobé.

Depois de descer a escadaria que liga a Rua Viação Férrea com a RS-115, ela olhou para os dois lados da faixa. "Não vinha carro e atravessamos. Quando chegamos no meio um carro nos atropelou", relata Stephany. Só atravessei porque vi que não vinha carro de cima", afirmou ela. No atropelamento, ela quebrou o pé, teve escoriações (ontem a perna ainda estava roxa) e o filho foi atingido na cabeça e teve escoriações nas pernas. "Quando senti a batida, puxei ele contra o meu peito pra ele não sair dali. Ficou tudo escuro", afirmou Stephany.

"Foi um milagre de Deus! Só isso explica a gente não ter morrido", afirma ela, que está desempregada e que antes de vir para Gramado morava em Parobé, onde trabalhava em uma indústria de calçados. "Vim na esperança de conseguir emprego, mas estou aqui sem poder fazer nada", comenta. "Mas graças a Deus estamos vivos", afirmou.

BAIRRO JARDIM

O risco de travessia da rodovia não se restringe ao bairro Três Pinheiros. Pelo menos outros três locais na RS-115 exigem atenção das autoridades de trânsito. Na Várzea Grande e no bairro Jardim, onde também os atropelamentos são frequentes e uma mulher morreu no ano passado.

 

CPM tem feito alertas

Não é de agora a preocupação dos moradores do bairro Três Pinheiros com relação a segurança na travessia da RS-115. Segundo o presidente do CPM da escola, Airton Michel. "Fazem anos que a gente pede melhorias, que nunca chegam. Ele cita que o bairro é pequeno, a escola tem somente 160 alunos, mas nem por isso precisa de desatenção. "Está na hora de ser feita alguma coisa. Uma passarela, uma passagem subterrânea… A passagem subterrânea pode oferecer risco de assaltos a noite, mas seria uma proteção para quem precisa atravessar esta faixa", afirma.

Nélia Becker, que também integra o CPM da escola, diz que a luta por mais segurança é longa. "Nasci e me criei aqui e sempre foi uma preocupação atravessar a rodovia com segurança. Tem dias que a gente fica até 20 minutos esperando para atravessar. Os carros não param. E se continuar assim, vai ser uma morte a cada dia", afirma.

As obras que mudaram o acesso ao bairro e a Rua Miguel Tissot, não amenizaram os riscos de acidente, atestam os moradores. Agora, um muro separa a rua lateral da rodovia principal, direcionando os pedestres para um local apenas, em frente a parada de ônibus.

Manifestação na Câmara

Na Tribuna do Povo da sessão da Câmara de Vereadores de segunda-feira, Eder Leandro Rossa se manifestou em nome dos moradores do bairro. Em tom bastante incisivo, Eder cobrou ações dos vereadores e da Prefeitura de Gramado. "As respostas aos nossos pedidos são muito lentas", reclamou ele, citando as reivindicações de redutor de velocidade ou passarela no local. Ele exemplificou que os redutores de velocidade são preventivos e não são para remediar. "Por isso, eles deveriam estar ali antes da execução da obra. Tem que ser preventivo, não posso esperar alguém morrer para então solucionar o problema", afirmou. Com relação à passarela, Eder disse que os moradores têm sido desestimulados sobre uma obra como esta. "Nos dizem, desistam da passarela, isso não é viável. E cada vez mais a gente vê que ela é necessária e viável", afirmou. "Tudo depende de boa vontade", acrescenta. Eder disse que "assustava o fato de só agora os vereadores demonstrarem preocupação de ingressar na Justiça por uma solução na rodovia. Assusta, também, o fato da Prefeitura pretender pagar os custos de instalação de redutores de velocidade e o Daer dizer que não". A maioria dos vereadores se manifestou defendendo as ações do Legislativo. Informaram que já procuraram o Ministério Público e fizeram pedidos na EGR e Daer.

Jornal de Gramado
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