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Elas driblam o preconceito

Projeto Gramadense/Independente atende cerca de 65 meninas com a prática do futebol
12/06/2019 16:45

Foto por: fotos laura gallas/ges-especial
Descrição da foto: TREINOS: acontecem no Ginásio Perinão e no Independente, na Serra Grande
Qual é, qual é?

Futebol não é pra mulher

Eu vou mostrar pra você mané

Joga a bola no meu pé

Na última semana, esse refrão ficou conhecido e se tornou o hino da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. A jogadora Cris aplicou três gols na equipe da Nigéria, durante a estreia da seleção na Copa do Mundo de Futebol Feminino. A música Jogadeira foi composta pelas atletas Cacau e Gabi Kivitz como resposta às desigualdades no esporte entre homens e mulheres. A obra evidencia algumas dificuldades que as atletas sofrem em campo ou quadra. Mas não importa o local onde estão jogando bola, se é na França, por ocasião da Copa do Mundo Feminina, ou se é na quadra do Ginásio Perinão, para não desistir do sonho de ser uma jogadora profissional. O que importa é carregar com orgulho o talento e a garra para vencer no dia a dia o preconceito.

Incentivo na família é necessário

Em Gramado, um dos exemplos de incentivo à prática de futebol feminino é o projeto Gramadense/Independente, mantido pelo Centro Esportivo Gramadense. O clube atende de forma gratuita cerca de 65 meninas da região. As aulas acontecem duas vezes na semana com prática de técnicas e comportamento em quadra. "Hoje nós conseguimos montar time apenas para o futsal, porque para campo ainda não temos um elenco de 22 meninas de uma mesma categoria", explica a treinadora Carla Feijó. As gurias de 8 a 33 anos seguem as orientações de Carla e do técnico Edecir Bithencourt, o Pelé. Mas mesmo com o apoio de um clube, Carla e as alunas entendem que ainda há muito preconceito da figura feminina estar atrelada a uma bola de futebol. "Eu acho que tem que vir de casa esse incentivo, alguns pais não aceitam que as filhas joguem futebol, assim como outros não vão prestigiar a atuação da equipe em campeonatos, por exemplo. E é isso que elas precisam", argumenta Carla que cursa Educação Física e pretende se especializar em preparação física.

Como participar

As aulas acontecem em terças, das 17 às 19 horas no Ginásio Perinão, e aos sábados das 8 às 11 horas no Esporte Clube Independente, na Serra Grande. Assim como o projeto de futebol masculino, as meninas participam de forma gratuita das aulas e contam com apoio financeiro do Centro Esportivo Gramadense. Para saber mais informações sobre inscrições, o contato é com a Carla: (54) 9 9612-2501.

Mulheres precisam de respeito

Com a ideia de cursar Educação Física, a goleira do Gramadense/Independente, Dalvana Souza, 15 anos, tem como inspiração o ex-jogador do Inter, Allisson. Ela acredita que em seu caso o preconceito dentro e fora de quadra não atrapalha na sua atuação no esporte. "Eu conto muito com o apoio da minha família, eles querem que eu siga fazendo aquilo que eu gosto e me deixa feliz", aponta. Dalvana começou jogando futebol com alguns meninos, e as piadinhas do tipo: "vai pra casa brincar de boneca" sempre existiram. Na opinião dela, o problema dos meninos não aceitaram que as meninas joguem futebol está neles. "A mulher joga melhor que eles, e por isso eles não aceitam", opina.

Sonho da carreira profissional

Aos 6 anos, Michele Cardoso, 15, chutou pela primeira vez uma bola de futebol. A experiência, segundo ela, foi passada pelos irmãos. Fora de Gramado ela já atuou nas equipes Mundo Novo e Vitória da Bahia e ficou a um passo de realizar o sonho de iniciar carreira profissional. "Tive convite para ir jogar em São Paulo, mas pelos meus pais entenderem que eu sou muito nova ainda, não autorizaram", lamenta a menina que mora no Altos da Viação Férrea. Atuando como zagueira do Gramadense/Independente, Michele revela que enfrentou muitos preconceitos com piadas, mas ela levanta a cabeça e afirma: "As mulheres precisam ter a mesma valorização e direito que os homens. Elas podem sim jogar futebol, e eu vou alcançar meu sonho!". No projeto, a atleta ressalta que não falta garra e incentivo para seguir a luta para combater o machismo.

Jornal de Gramado
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