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Economia

Inadimplência aumentou 64% nos últimos 13 meses em Gramado

Segundo levantamento da CDL, cidade tem mais de 10 mil devedores na praça
12/04/2019 10:35 12/04/2019 10:36

Quem nunca atrasou uma conta ou precisou fazer empréstimo para quitar os encargos da utilização do limite do cheque especial? O malabarismo financeiro para dar conta dos débitos nem sempre funciona e, por isso, muita gente acaba entrando para lista de devedores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em Gramado, o número de inadimplentes vem crescendo. Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Gramado (CDL), entre janeiro de 2018 e fevereiro de 2019 houve aumento de 64% no número de inclusão de inadimplentes no banco de dados do SPC se comparado com o número de exclusões.



Somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, houve um crescimento de 11% no número de inclusões, comparado com o mesmo período do ano passado. Já a recuperação de crédito nos dois primeiros meses de 2019, diminuiu 5,5%, comparado com o mesmo período do ano passado. “Podemos afirmar que temos em Gramado um número estimado de mais de 10 mil moradores inadimplentes”, afirma Rudimar Freitag, secretário-executivo da CDL Gramado.

PLANEJAMENTO

Para não correr o risco de entrar para o cadastro de devedores, planejamento é a palavra-chave, conforme a professora mestre dos cursos de Ciências Contábeis e Gestão Financeira da Universidade Feevale Aline Nast. “É correto afirmar que dinheiro foi feito para gastar. No entanto, a sua utilização requer controle e o mínimo de planejamento. Antes de realizar qualquer gasto pergunte para si mesmo: isso realmente é necessário nesse momento? Ou é apenas um desejo? É preciso gastar menos do que se ganha. Elaborar um orçamento e cumpri-lo”, ensina.

“EMPRESAS DEVEM REGISTRAR DEVEDORES”

O número de devedores registrados no SPC em Gramado (10 mil pessoas) equivale a quase 25% da população. “É um número bastante alto”, avalia o secretário- executivo da CDL, Rudimar Freitag. Na opinião dele, o número de inadimplentes poderia ser menor no município se as empresas tivessem o hábito de efetuar o registro do devedor no SPC logo após o não pagamento da dívida. “Algumas empresas fazem o registro quatro anos depois. É muito tempo”, afirma Rudimar. “Isso estimula o devedor a continuar comprando, sem se preocupar com a dívida contraída anteriormente”, analisa Rudimar.

Ele explica que logo após o registro no SPC, o devedor recebe uma correspondência num prazo máximo de 48 horas, dando 10 dias para quitar a dívida. Somente no 13º dia, caso não ocorra o pagamento, é feito o cadastramento e a consequente restrição de crédito. A consulta ao cadastro do SPC antes de liberar o crédito, também ajuda a evitar o crescimento da inadimplência. Em janeiro desde ano, o número de consultas caiu 9,1% comparado com o ano passado. E em fevereiro cresceu 9% em relação ao mesmo mês de 2018.

Situação no País

No País, o levantamento do SPC Brasil aponta crescimento de 11,5% na regularização de inadimplentes. Os dados do Indicador de Recuperação de Crédito se referem a janeiro de 2019, em um acumulado de 12 meses. Em janeiro de 2018, houve uma queda de 0,7% na quantidade de consumidores que pagaram dívidas em atraso. Queda que se repetiu em igual período de 2017 (- 2,2%) e de 2016 (-2,5%).


Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o dado positivo no País observado neste início de ano acompanha a tendência de uma melhora gradual da economia, mas ainda é insuficiente para reverter o quadro geral de endividados. “O número de inadimplentes que estão conseguindo honrar compromissos atrasados vem aumentando. Só que ao mesmo tempo, também cresce a quantidade de novos devedores. Isso faz com que a inadimplência continue elevada. Para os próximos meses, o movimento da inadimplência dependerá da evolução do crédito e de outras variáveis macroeconômicas como o desemprego e renda. A melhora desses dois últimos pontos poderá fazer a recuperação de crédito avançar mais do que o número de novos negativados”, ressalta a economista.


Em janeiro, também segundo dados do SPC Brasil, o número de dívidas avançou nos setores de água e luz (14,39%) e bancos (2,42%). No comércio, houve queda de 7,03%, enquanto no setor de comunicações o recuo foi de 7,84%. Em termos de participação, a maior parte das pendências no País (52,16%) são devidas aos bancos. Em seguida, aparecem o comércio (17,24%), o setor de comunicações (13,22%), e o de água e luz (8,98%).

*Colaborou: Juliana Nunes

Jornal de Gramado
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