Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) estão protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Emílio Leobet, 1559, sala 21 - Bairro Avenida Central - Gramado/RS - CEP: 95670-000
Fones: (54) 3286.1666 - Fax: (54) 3286.4015

PUBLICIDADE
Trânsito

Qual o futuro da mobilidade urbana em Gramado?

Inviabilidade no trânsito, falta de estacionamento e exigências da comunidade motivam setores público e privado a buscar soluções
08/02/2019 10:06 08/02/2019 10:19

Foto por: Letícia Rossa/GES-Especial
Descrição da foto: Em período de alta temporada, as ruas ficam lotadas de carros
Visualize o trajeto entre a Estação Rodoviária de Gramado e a unidade do Corpo de Bombeiros. Ali, se somam 2,4 quilômetros percorridos pela Avenida Borges de Medeiros. No mês de fevereiro: trajeto realizado, de carro, em no máximo 10 minutos. E em julho: a mesma distância demanda um tempo três ou quatro vezes maior.

O que separa e distingue estes dois períodos é apenas a variação na temporada de turismo. Enquanto no verão a ocupação beira os 30%, nos meses mais frios (e também no período natalino) a população flutuante de Gramado cresce em dimensões que respingam não só no município, mas em toda a Região das Hortênsias.

Este acréscimo tão agudo é refletido nas ruas e comentado pela comunidade: uma cidade com três ruas centrais precisa abrigar, em períodos de alta visitação, carros, ônibus e vans originados de todo o País. A matemática não fecha e o resultado, além de congestionamentos, é a ausência de vagas para estacionar.

PEDÁGIOS
Uma amostra desta sazonalidade é registrada pela Empresa Gaúcha de Rodovias. Em fevereiro de 2018, um total de 161,5 mil veículos passaram pela praça de pedágio na RS-115, entre Igrejinha e Gramado. Em dezembro, no mesmo local, foram contabilizados 266,7 mil carros, ônibus e caminhões. Ou seja: um aumento de 60,5% no número de veículos que circulam na região.

Medidas isoladas não devem resolver o problema

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Secretário de Trânsito e Mobilidade, Luiz Quevedo
As dificuldades relacionadas à mobilidade urbana não serão solucionadas com uma única ação isolada, segundo a opinião do secretário de Trânsito de Gramado, Luiz Quevedo. Ele considera necessária uma série de providências que, se bem estruturadas, podem contribuir para a oxigenação do tráfego de veículos. “O Plano de Mobilidade Urbana já apontou que uma série de medidas pode ser tomada para melhorar a mobilidade. Seria desde a execução de obras viárias complexas até atividades operacionais como a instituição de um binário na Rua Garibaldi/Av. Borges de Medeiros com a Rua São Pedro”, explica o secretário.

Ideias efetivas

Quevedo sinaliza as ações abaixo como oportunas para Gramado.

Criação de novas vias alternativas para a interligação entre os bairros
Aumento da oferta de local para estacionamento de veículos
Uso do transporte público para o deslocamento principalmente dos moradores locais
Descentralização dos órgãos e organizações prestadoras de serviço, tais como agências bancárias, centro administrativo municipal e hospital
Mudança de local das duas principais escolas que estão localizadas na Rua São Pedro (Cenecista e Santos Dumont)

Poucas ruas, muitos veículos
Um dos elementos que mais causa congestionamentos e superlotação de carros é o resultado da equação: poucas ruas e muitos veículos. “Além de no Centro existirem duas rodovias, as ruas com função de vias arteriais são muito estreitas”, explica o secretário Quevedo. “Possuímos também uma frota muito grande de veículos e um número muito grande de carros transitando em determinados dias e horários, atingindo os índices máximos de capacidade”, analisa.

Prejuízos: mais prédios, menos descentralização, falta de transporte

Foto por: Arquivo GES
Descrição da foto: Presidente do Sindtur
A qualidade da mobilidade urbana de Gramado está diretamente ligada aos projetos imobiliários aprovados pela prefeitura e também à existência (ou não) de um planejamento urbano e viário. Esta análise é do presidente do SindTur Serra Gaúcha, Fernando Boscardin, que defende uma organização mais linear da estrutura da cidade. “Quanto mais prédios residenciais e hoteleiros permitirmos, mais ficaremos estrangulados no trânsito, porque as pessoas usam carros principalmente em uma cidade com transporte público pouco atrativo ou deficiente”, comenta.

A situação se agrava, de acordo com Boscardin, se não existir um projeto consistente de descentralização de serviços como bancos, lojas, cartórios e da prefeitura. “Gramado possui uma geografia que também não ajuda para obras de novas vias. O Centro já está tomado e o entorno é montanhoso. Novas vias precisam ser construídas no entorno da cidade, especialmente no sentido de Canela”, sugere o presidente. “Há algum tempo a prefeitura trabalha em um plano viário, e o SindTur participou de encontros, mas é preciso saber se será colocado em prática, se há orçamento para isso”, questiona Boscardin.

Foto por: Letícia Rossa/GES-Especial
Descrição da foto: Em fevereiro, a Avenida Borges de Medeiros registra pouco tráfego


  • Em período de alta temporada, as ruas ficam lotadas de carros
    Foto: Letícia Rossa/GES-Especial
  • Secretário de Trânsito e Mobilidade, Luiz Quevedo
    Foto: Divulgação
  • Presidente do Sindtur
    Foto: Arquivo GES
  • Em fevereiro, a Avenida Borges de Medeiros registra pouco tráfego
    Foto: Letícia Rossa/GES-Especial

Jornal de Gramado
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS