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Em entrevista coletiva

Bolsonaro admite não ir a debates com Haddad por 'estratégia'

Candidato não participaria de agendas públicas de campanha até dia 18 por recomendações médicas
11/10/2018 20:43 11/10/2018 20:44

O candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, considera a possibilidade de não participar de debates com o opositor Fernando Haddad, do PT. "Existe a possibilidade sim estratégica (de não ir a debate)", afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (11).

Bolsonaro não participaria de debates e de agendas públicas de campanha até dia 18 por recomendações médicas. Segundo os médicos, ele ainda tem anemia em razão do atentado sofrido no dia 6 de setembro. Estavam programados um debate nesta quinta-feira,na TV Bandeirantes, domingo (14), na TV Gazeta, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, e na segunda-feira (15), no SBT. Todos foram cancelados pelos organizadores. Outros debates ainda estão marcados.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro provocou o adversário. "O Haddad fica me desafiando: 'quero que você diga o que fez por 28 anos no Parlamento'. Vou responder agora: não roubei ninguém, Haddad", disse. E emendou: "como presidente, você aceitaria que o crime organizado continuasse sendo comandado de dentro dos presídios?".

Em entrevista à rádio CBN, Bolsonaro ironizou a possibilidade de participar de debates com Haddad. "Não adianta debater com alguém que não é quem vai indicar os ministros. Não adianta debater com um ventríloquo do Lula", afirmou. "Qual é a autenticidade do Haddad?", questionou.

Para o capitão da reserva, o ministério a ser montado em um eventual governo de Haddad será indicado por Lula. "Do meu lado tem humildade, sem o toma-lá-dá-cá", disse.

Governo de SP

O candidato pelo PSL disse ainda ter recomendado neutralidade aos companheiros de partido na eleição para governador de São Paulo. Ele disse ter conversado ontem por telefone com o candidato do PSDB, João Doria.

"Não vou meter minha colher em problemas partidários", afirmou Bolsonaro. "Recomendei, não sou capitão nessa hora, neutralidade. Não queremos adesões para o outro lado. Afinal de contas, não é esse o DNA", complementou

Bolsonaro reclamou dos ataques que recebeu do adversário tucano no primeiro turno, Geraldo Alckmin, e de um suposto apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) ao candidato do PT, Fernando Haddad. "Mais uma vez Fernando Henrique Cardoso disse que, em havendo segundo turno, votaria no PT", disse.


Jornal de Gramado
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