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Entrevista da Terça

As prioridades e desafios do novo comandante da BM em Canela

Jorge Lauricio Mascarin assumiu na cidade em 1º de agosto
04/09/2018 10:05 04/09/2018 10:07

Foto por: Letícia de Lima/GES-Especial
Descrição da foto: Jorge Lauricio Mascarin
Desde o dia 1º de agosto, oficialmente, a Brigada Militar (BM) em Canela conta com um novo comandante, o capitão Jorge Lauricio Mascarin. Natural da cidade de Mata, foi em Sapucaia do Sul que consolidou sua carreira como policial militar, município que atuou por 18 anos. “Quando fiz o curso para capitão minha esposa me convenceu para mudarmos os ares. Estava bem em Sapucaia, adaptado com a população e com o efetivo, mas mudar para Nova Petrópolis foi a coisa mais certa que fiz, a região da Serra Gaúcha é muito boa de trabalhar, é uma região próspera, com boa qualidade de vida e nível de educação para criar os filhos”, conta o capitão que, apesar de agora atuar em Canela, continua residindo em Nova Petrópolis. “Na nossa carreira a gente precisa de desafios profissionais, isso faz com que a gente se renove, se estimule novamente, trace novas metas, vejo este desafio como algo importante”, conclui o comandante. Entre seus projetos à frente da Brigada em Canela, está a obra de restruturação da sede, que deve iniciar ainda este ano.

Entrevista

Qual o principal desafio para comandar a BM em Canela?
Canela e Nova Petrópolis têm um efetivo pequeno, aliás não é só aqui, toda a BM passa por isso, mas Canela, apesar de ter efetivo pequeno, tem um efetivo muito bom e engajado. Por exemplo, em todo o ano passado tivemos 800 prisões, neste ano, até junho, já se somam 518 prisões. Canela, comparado com Nova Petrópolis e outras cidades da região, tem índice alto de ocorrência. Canela sozinha praticamente se equipara aos outros 10 municípios que pertencem a nossa sede de Gramado.

Qual o tipo de criminalidade que mais preocupa na cidade?
Das 518 prisões até junho de 2018, 65 foram por posse de entorpecente e 80 por tráfico, o que chama a atenção e nos preocupa bastante assumindo o comando. Temos que fazer um trabalho forte não só na repressão nos locais que a gente tem informação que têm venda de droga, mas também na prevenção.

E como coibir o avanço do tráfico?
Foi uma das coisas que motivou, assim como fiz em Nova Petrópolis, retomar o Proerd, que estava parado alguns anos também em Canela. Retomamos o programa com dois instrutores. São 362 alunos abrangidos esse semestre, dos quintos anos, então isso ajuda a criança a entender não só a dizer não à droga, mas entender que o policial é um amigo, é um parceiro. São pessoas que você ajuda a ensinar valores morais, que serão bons cidadãos no futuro. Esse trabalho de aproximação com a comunidade escolar também já ajuda, só a viatura por perto da escola já inibe o tráfico.

Como o senhor vê a questão do comércio de drogas no município?
A droga, tanto consumo quanto trafico, é o que mais preocupa em Canela, porque ela gera os crimes conexos, a pessoa não tem dinheiro para comprar droga ela vai arrombar casas, comércio, vai roubar, vai matar. Tem a disputa, o traficante de fora vê que a região é uma região turística com dinheiro - sabemos que hoje quem consome droga não são só as pessoas pobres, são pessoas de todos os níveis sociais - e vem turistas de tudo que é canto do Brasil, pessoas que vem às vezes pra região e ajudam a custear o tráfico. Tem traficantes grandes que percebem que a região está dando dinheiro, quer tomar o ponto e assim se dão os conflitos. Por isso precisamos agir forte em fiscalização de bares, barreiras, fiscalizar veículos, trabalhar integrado com outros órgãos, trocar informações com órgãos de segurança pública e do município. Em setembro, inclusive, está sendo planejado ações integradas com conselho tutelar, bombeiros, tudo para fiscalizar e tentar dar uma coibida em alguns crimes.

Quais os principais desafios internos da BM Canela?
Hoje nossa estrutura física interna está bem precária, temos um projeto que fechamos parceria com o Município, que fará um repasse de valor para começarmos uma obra aqui nesse prédio, vai ser no estilo Canela-Gramado, ele vai ter no subsolo alojamento masculino e feminino - até porque a gente recebe efetivo de reforço para trabalhar na temporada de inverno, Natal e nos eventos - e no térreo vai ter uma estrutura administrativa como já é hoje, só que hoje está com pouco espaço, a gente vai melhorar a estrutura e na parte de cima terá uma central de videomonitoramento, onde vamos trabalhar forte para fazer esta restruturação. Dependemos de orçamentos, cronogramas financeiros, mas a gente quer iniciar as obras ainda este ano com recursos do Executivo e um empresário que vai fazer um repasse. Depois, claro, se faltar vamos buscar através do Mocovi, Poder Judiciario... Ainda está na parte de orçamento então ainda não temos estimativa de valor.

E quanto a equipamentos?
Temos que buscar algumas coisas internas como viaturas, armamento, melhorar a questão da própria rede de informática e computadores. A BM da região está adotando sistema novo de atendimento e despacho de viatura, então tem que melhorar nossa rede para esse processamento.

Quanto ao efetivo, há expectativa de mais policiais virem pra cá?
Nós temos expectativa a partir dessas turmas de soldados que se formam. Fiquei sabendo que hoje (sexta) teve a formatura do PM temporário, esses que ficam por dois anos e depois são renovados por mais dois anos. A princípio viriam dois para Canela e um para São Francisco de Paula, porque lá também é nosso comando. Além de Canela, nosso comando pega São Chico, Cambará, Jaquirana e São José dos Ausentes, são cinco cidades na nossa coordenação, então é uma área bem grande.

Quais trabalhos pretende priorizar ou melhorar em Canela?
A área rural de Canela é uma coisa que quero batalhar, por horas extras, por exemplo, quero fazer um trabalho de prevenção nas áreas rurais, pois tem crescido os furtos nestas áreas. Outra coisa que vou buscar é a questão da valorização profissional, o profissional tem que ser valorizado. O policial quando faz uma boa ação o comandante tem formas de reconhecer isso, que é através do elogio publicado na ficha de assentamento, também é previsto a dispensa do serviço como recompensa, e a indicação para cursos de qualificação. Então indicaria o policial que se destacar neste sentido. E também sempre procurar qualificar o efetivo operacional e administrativo.

Como o brigadiano lida com o conhecido “prende e solta” de bandidos?
A gente já está costumado, temos que entender que a nossa responsabilidade e competência vai até determinado ponto, assim como do delegado e da justiça. Hoje as legislações são brandas, teríamos que ter uma restruturação na questão do Direito Penal. Como é hoje pode desmotivar alguns policiais, mas a gente costuma trabalhar para que não desmotive, para eles saber que a gente tem que fazer nossa parte, não podemos baixar nossa guarda nunca. A nossa parte vamos fazer bem feita. Mas claro, dependemos de outros órgãos e da legislação.


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