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Entrevista da Terça

Tradição e representatividade unidas na Semana Farroupilha de Canela

Erilene Fogaça é a primeira mulher a ser guardiã da Chama Crioula na cidade
11/09/2018 13:58 11/09/2018 13:59

Foto por: Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
Descrição da foto: Com 16 anos Erilene ganhou o concurso de 1ª Prenda da então 25ª Região Tradicionalista
Em Canela o CTG Querência escolhe todos os anos um tradicionalista para ser guardião da Chama Crioula na Semana Farroupilha. Desta vez, porém, a tradição se une à uma nova configuração. Pela primeira vez, o cargo foi destinado a uma mulher: Erilene Emília Moraes Fogaça, de 64 anos. Desde cedo sua vida esteve inteiramente ligada aos costumes gaúchos. Erilene vem de uma família com intensa participação em atividades tradicionalistas, representada pelo pai Pery e pelo irmão Erian, ambos já falecidos, e pela irmã Eriane.

Na década de 60 já acompanhava o pai em rodeios e torneiros de laço. Com 16 anos ganhou o concurso de 1ª Prenda da então 25ª Região Tradicionalista, representando o CTG Rodeio Serrano, de sua terra natal São Francisco de Paula, e o CTG 29 de Setembro, de Cambará do Sul. O concurso aconteceu no CTG Querência, em Canela, cidade que sua família escolheu para morar em 1971. Erilene é aposentada do funcionalismo municipal, onde trabalhou na Biblioteca Pública por 32 anos. Hoje a família se reúne no Piquete Eron Darrata que, em breve deve receber o nome do pai de Erilene como forma de homenagem.

Como recebeu o convite para ser guardiã da Chama Crioula?
Vieram na minha casa fazer o convite. Me assustei até, porque como sempre trabalhei na parte artística do rodeio, quando entraram aqui, achei que era para trabalhar, para ser jurada (risos). Nunca imaginei que iam me convidar para ser guardiã porque era sempre homem. Quando me convidaram pensei na minha família, nos que já se foram e decidi aceitar. Aceitei pela vida que passei dentro do CTG e por ser uma forma de homenagem à minha família.

Como vê o espaço da mulher no meio tradicionalista?
Desde a época da Anita Garibaldi a mulher já participava ativamente. E hoje atua completamente. Tem meninas com cinco ou seis anos já sendo primeira prenda mascote, cada vez mais a mulher está participando.

Considera que o tradicionalismo ainda é um meio machista?
Não. Comigo nunca aconteceu nada, nem que eu visse. As mulheres estão cada vez mais sendo valorizadas neste meio e reconhecidas. Iniciei aqui em Canela dançando na invernada, depois com o passar dos anos passei a cantar com minha irmã (Eriane Fogaça), então sempre procuramos participar de tudo que tinha a oportunidade.

Como vê a valorização gaúcha em Canela?
Hoje é mais forte do que na época que eu cheguei. Na minha época a gente se preocupava muito em dançar, hoje em dia temos setor com coordenadoria da parte cultural e artística do CTG Querência, tem coordenador da parte campeira, então é muito mais organizado. Claro que aumentou a população, não só em Canela, mas no mundo todo, então as coisas tem que ser assim. O pessoal do CTG tem incentivado muito, estuda muito, levam a gurizada em congressos, cursos e convenções, acho que estão indo muito bem. É mais forte o tradicionalismo até que em São Francisco de Paula, os rodeios de lá e aqui não tem comparação, em Canela o pessoal é unido e trabalha muito. São trabalhadores, criativos e não medem esforços. Canela sempre foi muito organizada.

Ser gaúcha é...
É um estado de alma, porque eu não preciso estar trajada, eu amo o Rio Grande do Sul e as coisas daqui. Sou brasileira e gaúcha e amo esta cultura.

O que mais gosta no meio tradicionalista?
Além do chimarrão, a parte campeira que até hoje a gente tem a fazenda em São Francisco de Paula (Fazenda do Corisco). Não vou tão seguido, mas a gente busca acompanhar de perto. Gosto de frequentar o CTG, dançar e cantar. São 47 anos dentro do CTG Querência com a família Querência participando de tudo.


Jornal de Gramado
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