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Saúde

Meta de vacinação contra a poliomielite deve ser atingida em Gramado

Com baixa adesão, apenas 20 cidades da região atingiram a meta de vacinação contra polio em 2017
10/07/2018 11:41 10/07/2018 14:04

Depois de constatar que 312 municípios do País estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite o Ministério da Saúde (MS) ligou o sinal de alerta. A vacinação é a única forma de prevenção da paralisia infantil, doença que foi erradicada do Brasil em 1990. Conforme a lista divulgada, no Rio Grande do Sul há 16 cidades em que a imunização não alcançou a metade da meta estipulada. Em 2017, o caso mais grave é de Herval, no Sul do Estado, com apenas 7,04% de crianças vacinadas. No entanto, a redução dos índices de cobertura é um problema que vem sendo observado pelas autoridades de saúde ano após ano em todo o Brasil.

Para se ter uma ideia, nas cinco principais cidades da Região das Hortênsias, somente Gramado e Nova Petrópolis não alcançaram a meta estipulada que é de 95%.
Para o virologista Fernando Spilki, que coordena o Mestrado de Virologia da Universidade Feevale, e é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, a população está em risco. “Se antes a gente dizia que a poliomielite estava erradicada, hoje a gente pode dizer que é provável o retorno da doença”, alerta. De acordo com o especialista, as vacinas foram um dos maiores avanços da medicina até hoje e, não querer que os filhos sejam imunizados, é um retrocesso. “A paralisia traz danos ao sistema nervoso e muscular, que pode gerar sequelas para a vida toda”, adverte.

O Ministério da Saúde ressalta que todos pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de 5 anos que devem ser imunizadas, conforme esquema de vacinas.


Secretaria garante que cobertura vacinal cresce
Secretário municipal de Saúde de Gramado, João Teixeira afirma:

“A cobertura de poliomielite vem crescendo desde 2016, sendo que de acordo com o site oficial do Ministério da Saúde, o TabNet, as coberturas de Gramado nos últimos três anos foram as seguintes:
2016: 79,85%
2017: 83,77%
2018: registramos 93,58% até a última quinta-feira, 5 de julho

Mesmo com a excelente cobertura em 2018, não temos tido descanso, pois precisamos atingir os 95% ou mais. Dessa forma, temos investido em equipamentos para as salas de vacina, planejado reestruturação das mesmas, bem como realizado busca ativa e trabalhos de conscientização da comunidade quanto à importância de vacinar as crianças. Em 2019, serão abertas mais duas salas de vacina: na UBS Floresta e Jardim, ampliando de quatro para seis salas no município.

Além disso, as vacinadoras têm aproveitado todas as oportunidades para colocar o calendário em dia, sendo que mesmo que a criança tenha sido trazida para fazer vacina contra influenza, por exemplo, as vacinas atrasadas são aplicadas.
É importante ressaltar que a vacinação é um dever dos pais e responsáveis pelas crianças e Adolescentes, conforme consta no ECA. Temos trabalhado muito para melhorar nossas coberturas, não só da poliomielite, mas também de outras vacinas”.

Quem não vacina não tem ideia do perigo

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016, seis vacinas do calendário infantil ficaram abaixo da meta. Já em 2017, a meta de 95% não foi alcançada em nenhuma das vacinas. A cobertura da paralisia infantil no ano passado no Brasil ficou em 77% e no Rio Grande do Sul em 81,47%. Para o virologista Fernando Spilki, a explicação para esses resultados insatisfatórios pode ter três motivos. O primeiro deles é uma espécie de campanha promovida de grupos do chamado movimento antivacinas, que divulgam o uso de terapias como forma de prevenção a doenças. Inclusive, no ano passado foram apontados pelo menos cinco grupos secretos de rede social com a participação de 13 mil pessoas. “Quem faz isso não tem ideia do perigo e as crianças que não são vacinadas estão correndo risco”, avisa. Spilki comenta que os casos se sarampo registrados no Rio de Janeiro e do próprio Rio Grande do Sul são reflexos disso. Ele ressalta que com o tráfego aéreo, há possibilidade de importação do vírus, caracterizado como selvagem, e existente ainda em lugares do mundo.

Outra questão levantada pelo especialista é que os pais das crianças que estão em idade de serem vacinadas não presenciaram pessoas doentes por sarampo ou paralisia, por exemplo. “Essa geração não conviveu com isso, então parece não ter noção da gravidades dessas doenças”, comenta. A terceira explicação para a queda das vacinas, na avaliação dele, são as campanhas. Para Spilki, os órgãos públicos devem atuar de maneira mais efetiva com campanhas mostrando as consequências e os riscos das doenças que as vacinas previnem. “É uma vergonha esse retrocesso de 200 anos”, lamenta.

SAIBA MAIS

O que é poliomielite?
A doença é infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Quais os tipos de vacina?
São ofertados dois tipos de vacina: a VIP (Vacina Inativada Poliomielite), utilizada no início de esquema de vacinação, e a VOP (Vacina Oral Poliomielite), utilizada como dose de reforço.

Esquema de doses
A imunização contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, além dos reforços entre 15 e 18 meses e até os 5 anos de idade.

Fonte: Ministério da Saúde


Jornal de Gramado
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