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Fitoterapia

Chás medicinais precisam de uso e modo de preparo corretos

Farmacêutica ainda destaca que a bebida deve ser tomada até no máximo quatro vezes ao dia
25/06/2018 09:13 25/06/2018 09:22

FalConp4/Pixabay
Para que chás tenham o efeito esperado é preciso prestar atenção à procedência das ervas
Aquela receita mágica para emagrecer bebendo garrafas e mais garrafas de água com gengibre ou hibisco ou, ainda, aquele suco de babosa para tratar uma série de problemas. Será mesmo que estas receitas alternativas trazem benefícios ou, ao contrário, podem prejudicar a saúde? As duas práticas, segundo a farmacêutica e coordenadora do curso de Farmácia da Universidade Feevale, Bárbara Spaniol, não são indicadas. A primeira delas por conta do uso excessivo da substância e a segunda, aliás, ainda muito comum entre a população, por não ser indicado o uso oral da famigerada Aloe vera.

Apesar do puxão de orelha para quem consome indiscriminadamente plantas medicinais, Bárbara afirma que podem ser ótimos recursos tanto para a prevenção quanto para tratamento de doenças crônicas quando usadas sob indicação de profissionais habilitados, como médicos, farmacêuticos e nutricionistas. Ela explica que a fitoterapia faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares desde 2006 e é realizada tanto no sistema de saúde público quanto no privado.

Quando questionada se os efeitos do chá de saquinho, aquele industrializado, e da planta fresca, retirada da própria horta de casa, são os mesmos, Bárbara revela que não há muita diferença não. “Chá de saquinho vem de uma procedência conhecida. Vem em caixa com o nome popular e com o nome botânico, científico da planta”, mas alerta que é melhor comprar o produto em locais especializados, já que nas opções industrializadas, muitas vezes, não é possível identificar visualmente qual foi a erva usada. “Com a planta fresca a gente precisa ter certeza da procedência, ter certeza se foi bem limpa, que os animais nos pátios das casas não tiveram acesso a ela”, sugere.

Riscos

Divulgação
Bárbara Spaniol, farmacêutica
A farmacêutica reitera a importância do uso da fitoterapia de forma racional. “As pessoas não devem tomar o chá por água. Ou seja, passar o dia tomando chá e não tomar água. O chá tem finalidade terapêutica. Assim como pode curar, pode também trazer doenças pelo seu uso excessivo”. Os efeitos indesejados podem ser variação da pressão e sobrecarrega nos rins.

Além do risco de intoxicação, há substâncias que podem interagir com outros medicamentos. “A metabolização das plantas e dos chás usam os mesmos mecanismos hepáticos e renais de qualquer outro medicamento, com isso podem potencializar ou diminuir o efeito de um medicamento.” Para evitar o uso excessivo, chás devem ser tomados no máximo até quatro vezes ao dia e somente conforme a indicação de uso.

Uso ainda mais restrito na gravidez e doenças

Segundo Bárbara, para as gestantes que geralmente sentem enjoo no primeiro trimestre “o que se pode recomendar é somente o gengibre”, já que há “testes que comprovam segurança do uso”. Em relação a doenças, pessoas com insuficiência cardíaca, renal, problemas intestinais, como a doença de Crohn, algumas alergias específicas, também devem ter cuidado na utilização de chás.

Cuidado com as plantas que emagrecem

Bárbara também chama a atenção para as fórmulas mágicas para o emagrecimento. Segundo ela, algumas plantas realmente têm a função de emagrecimento, como o gengibre, chamado de termogênico, pois acelera o metabolismo; e a cavalinha, que favorece a eliminação de líquidos. “Quando se diz que um chá emagrece, geralmente é feito uso irracional dele. Entre os muito comuns para emagrecer está a cavalinha porque é realmente um chá que favorece a eliminação de líquidos. Só que o uso excessivo pode promover pequenas fissuras no sistema renal, causando problemas a quem consome”, esclarece.

Modos de preparo

Cada tipo de chá (pode ser folha, flor, raiz ou fruto) tem uma forma correta de preparo:

Infusão (abafar) - É feita com as partes mais moles, como as flores e as folhas da planta

Fervura (por 5 minutos) - Se faz com as partes mais duras das plantas, como as frutas e as raízes

Maceração (amassar) - Não é tão comum, usada para o preparo do alho

Como fazer

Infusão: colocar água fervente sobre a planta e abafar por 5 minutos, coar e beber.

Decocção: ferver por 5 minutos, coar e beber.

Maceração: amassar e consumir.

*Fazer o chá e tomar na hora, ou guardar em geladeira e consumir em até 24 horas.

Chás e indicações

Espinheira Santa, Maytenus ilicifolia: Normalizador nas funções gastrointestinais, especialmente na proteção contra úlcera gástrica. Preparar por infusão: 3g (3 colheres chá) em 150 ml (xícara de chá) – utilizar uma xícara três a quatro vezes ao dia após as refeições.

Alcaçuz, Glycyrrhiza glabra L: Coadjuvante no tratamento de úlceras gástricas e duodenais, também usado em casos de tosses, gripes e resfriados. Decocto: 1 e ½ colher de sopa (4,5g) em 150 ml, ferver por 10 minutos, tomar uma xícara três vezes ao dia antes das refeições.

Cáscara Sagrada, Frangula purshiana: muito comum em fitoterápicos, usado em constipação ocasional. Não usar por mais de três dias!

Cranberry, Vaccinum macrocarpum: suco da fruta como profilaxia não medicamentosa para a prevenção de infecções urinárias.

Alho, Allium sativum: maceração do bulbo: 0,5g (1 colher de café) em 30 ml (cálice). Utilizar um cálice duas vezes ao dia antes das refeições. Usado para hipercolesterolemia (colesterol elevado). Atua como antisséptico e expectorante. Não deve ser utilizado por pessoas com gastrite e úlcera gástrica, hipotensão (pressão baixa) e hipoglicemia (concentração de açúcar baixo no sangue). Não utilizar em caso de hemorragia e em tratamento com anticoagulantes. Descontinuar o uso dez dias antes de qualquer cirurgia.

Importante: Não fazer uso contínuo de chás sem orientação de profissional habilitado; grávidas não devem tomar chás; não tomar chás enquanto estiver amamentando; crianças não devem tomar chás de forma contínua.


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