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Influência do frio

Coração no ritmo: atenção para pressão alta e pressão baixa

Aproximadamente 300 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil de doenças cardiovasculares
11/06/2018 09:17 11/06/2018 10:38

Adriana Lima/Adriana Lima/GES-Especial
Cateterismo: equipe do Hospital Municipal de Novo Hamburgo prepara a intervenção
É de quase sair pela boca: aquele susto sem causa faz o peito saltar de tanta aceleração no coração. No outro extremo, as mãos frias e o rosto pálido já preocupa quando a circulação não está tão eficaz. As oscilações na pressão arterial estão presentes em diferentes etapas e situações de nossa vida, embora a maioria das pessoas só procure o atendimento de um cardiologista quando percebem algum sintoma preocupante.

O alerta, porém, precisa ser dado. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), aproximadamente 300 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil de doenças cardiovasculares – quase 50% delas em decorrência de pressão alta ou hipertensão. Ainda conforme a SBC, estima-se que 30 milhões de brasileiros tenham pressão alta.

A pressão arterial é aferida através do tensiômetro ou esfigmomanômetro, que medem em milímetros de Hg (mercúrio) as variações entre a sístole – contração da musculatura cardíaca, quando ocorre o esvaziamento dos ventrículos – e a diástole, a fase em que o coração se enche de sangue nestas partes.

12 por 8

Adriana Lima/GES-Especial
Felipe Lima Pedrozo, cardiologista
Esse movimento de “bombeamento” é o principal propulsor da circulação. Em média, em um adulto normal, a pressão sistólica é de 120 milímetros de Hg e a pressão diastólica é de 80 milímetros de Hg, o que se convencionou retirar os zeros do final, e chegar ao famoso 12 por 8. E não apenas o número representa normalidade cardíaca. A SBC trata como pressão normal a variação 100 por 60 (ou 10 por 6) até 129 por 84 (12 por 8). Entre 130 por 85 ou e 139 por 89 (13 por 8), é chamada de normal limítrofe. A partir de 140 por 90 (14 por 9), a recomendação é buscar um médico.

“A pressão é considerada normal quando se obtém em duas ou mais medidas no consultório, sob condições ideais, valores iguais ou menores a 120/80 mmHg associados a um método diagnóstico confirmatório fora do consultório – Monitorização Ambulatorial da pressão Arterial (MAPA) ou Monitorização residencial da pressão Arterial (MRPA)”, explica o cardiologista e médico emergencista no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, Felipe Lima Pedrozo.

E por que a circulação muda na época do frio?

“No inverno, a temperatura cai e nossas artérias mais periféricas, principalmente as cutâneas, tendem a ficar mais tempo contraídas (vasoconstrição arterial) a fim de que haja menor perda possível de calor acumulado no nosso corpo, dentro, claro, de um equilíbrio do organismo. Essa contração das artérias periféricas gera uma redução do espaço circulatório sanguíneo, muitas vezes sem haver tempo para a compensação renal
reduzir o volume sanguíneo circulante, causando aumento transitório da pressão”, responde o médico.

Cuidados para esta época são essenciais. “É o clássico desenho de uma doença nesta área: infarto de homem obeso, com mais de 55 anos em um dia de inverno. O frio tende a causar elevação transitória da pressão, podendo eventualmente colaborar para o desenvolvimento de processos patológicos agudos”, cita.

Cuidado com os aparelhos domésticos

“Os aparelhos eletrônicos para medição da pressão na artéria braquial ou mesmo os de punho podem ser tão recomendados quando os mecânicos (de coluna de mercúrio), desde que calibrados anualmente pelo INMETRO, porém a maior recomendação é do uso de aparelhos com manguito braquial, visto que os aparelhos de punho demonstraram boa concordância com o esfigmomanômetro de mercúrio em relação a pressão sistólica, porém menor concordância em relação à pressão diastólica”, explica Pedrozo.

Atenção também para a pressão baixa

Não caracteriza uma doença, mas a pressão baixa pode trazer situações de mal-estar. “Acredita-se em que por algum grau de mínima disfunção do sistema nervoso autônomo associado a alguma situação ambiental contributiva, determinadas pessoas mantenham o valor de sua pressão arterial ligeiramente abaixo ou acima dos valores considerados limítrofes inferiores. Nessas pessoas, alterações ambientais como temperatura, estado de hidratação corporal ou mesmo uma maior exigência do sistema nervoso autônomo podem gerar diferentes graus de hipotensão. Logo, os cuidados recomendados para quem tem a pressão em valores inferiores é hidratação abundante, evitar lugares muito quentes e evitar levantar rapidamente quando deitado”, explica.

Transplantes de coração

Com um número ainda baixo em relação à necessidade dos pacientes, o País contou, em 2017, com 380 transplantes de coração. O Registro Brasileiro de Transplantes também apontou que, no Rio Grande do Sul, foram realizadas 23 cirurgias deste transplante no ano passado, colocando o Estado na sétima posição nacional. A Secretaria Estadual da Saúde informou que neste ano, até o mês de abril, foram realizados seis transplantes de coração no Rio Grande do Sul.


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