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Entrevista da Terça

O fotógrafo Leonid Streliav se denomina um homem que escreve com a luz

Profissional é o patrono da 22ª Feira do Livro de Gramado que inicia na sexta-feira
12/06/2018 09:47 12/06/2018 09:50

Adriana Franciosi/Divulgação
Aos 68 anos, Leonid Streliaev possui 17 livros publicados
Aos 68 anos e com 17 livros publicados, o jornalista, fotógrafo e editor de livros de arte Leonid Streliaev é o patrono da 22ª Feira do Livro de Gramado, que inicia na próxima sexta, dia 15. Leonid, que já fotografou para a Veja, Exame, O Estado de São Paulo e O Globo, escolheu Gramado para residir há 12 anos, montar sua própria editora e desenvolver seus principais projetos profissionais. “Vim de Porto Alegre para fazer o primeiro livro de Gramado e fui ficando, constituí família. É um lugar diferenciado e muito agradável, onde tu pode encontrar colonos e pessoas simples na rua”, afirma e completa: “Não sou um homem das letras, eu escrevo com a luz”, enfatiza.

Que trabalho você mais se orgulha de ter feito e por quê?
Ter fotografado Gramado durante todos esses anos mudou minha vida, acabei ficando aqui e tendo os meus “filhotes”, o Valentin e a Marcella. Mas o que me agrada muito também é o pampa gaúcho, com sua imensidão, com seu olhar distante e infinita horizontalidade. É interessante, é um bioma único no mundo, e não só um bioma geográfico, mas humano também. Os donos do pampa, os gaúchos, esses são figuras bárbaras.

Há um conjunto de hábitos que você cultiva para se manter criativo?
Estar permanentemente ligado. Estou vendo fotografias até na hora que estou dormindo, eu consigo captar uma imagem em um milésimo de segundo.

Você aguarda um momento de inspiração para começar a fotografar? Como é este processo?
Às vezes é no atropelo, pois está acontecendo, e não tem como segurar. Outras vezes eu projeto, preparo, espero o momento. Teve uma foto em que eu esperei 10 anos pra fazer. Foi feita na Ilha da Pólvora, em Porto Alegre, e essa foto precisava ser em uma noite de lua cheia, sem vento e no inverno, pois no inverno as luzes dos prédios comerciais estão acesas às 17 horas e já é noite. Tive que esperar muito tempo, pegar um barco para ir lá e fazer a foto. Eu gosto muito de preparar, ficar na espreita.

Você procura se inteirar de novas tecnologias, e pensar a divulgação do teu trabalho para outras plataformas?
A minha mudança da tecnologia analógica para a digital foi quase que traumática, triste. Eu não queria deixar de esperar pelo encanto da revelação e a fotografia digital banalizou isso. Eu dizia que a fotografia digital é igual escargot, lindo, mas ninguém come. Mas teve uma hora que não deu pra segurar. Atualmente, divulgo meus trabalhos no meu site e facebook. Tenho 10 mil curtidas na fanpage e grande interação com meus seguidores. Algumas fotos alcançaram número de 1,5 milhão de visualizações e 67 mil compartilhamentos. Eu não sei nem acessar o facebook, minha esposa que mexe pra mim (risos).

E sobre a Feira do Livro de Gramado, o que você entende por ser a principal função de um patrono? Como você planeja seu patronato?
Não sou um homem das letras, eu escrevo com a luz, mas o suporte que tenho é o mesmo, o papel, que é perene. Minha relação com livros e escritores é enorme. Na minha carreira essa relação foi muito importante e, principalmente, a inspiração que obtive deles. Quando fui convidado para ser patrono, meu primeiro ato foi fazer a doação do meu livro Gramado Brasil para cada sala de aula pública do município, contabilizando 403 livros doados. Meu desejo é dar acessibilidade e fazer com que a juventude se fomente.

O que a Feira do Livro tem a resgatar às crianças e aos adolescentes de hoje, uma geração tão engajada com o meio digital?
O livro e seu encanto são perenes e por isso quero continuar distribuindo meus livros. “Gramado-Edição Especial” também será doado às salas de aula. A Feira do Livro tende a congregar essas intenções boas da literatura e o livro tem o poder de agregar e mover o cérebro.

Você publicou 17 livros até agora e o lançamento do próximo Gramado-Edição Especial está previsto para o final deste ano. Como surgiu este projeto?
Este livro está em fase de produção, estou buscando material e me dá pena de terminá-lo, por tantas imagens lindas que ainda estou capturando. A gastronomia é uma das facetas mais importantes do turismo. Ela é forte, pois é uma das primeiras coisas que tu faz quando visita um lugar é provar os pratos típicos da localidade. Este é um livro para degustar.

Que projeto você gostaria de fazer, mas ainda não começou?
Eu estou trabalhando na minha marca que se chama “Gramado Amado”, que terá um cunho beneficente, cultural e comercial. Serão produtos, ações e eventos para combater a Disneylândia Bávara. Quero trazer de volta a velha colônia de Gramado. Essa marca vem com o compromisso de resgatar a “Gramado original”. A marca já tem camisetas com fotos de Gramado, produtos de qualidade e com conteúdo bacana.

Quais são os seus próximos projetos?
Em 2019 pretendo criar o Instituto Leonid Streliaev, que busca preservar imagens que estão se deteriorando, mantendo a nossa memória. Nele serão feitos processos de escaneamento e restauração de imagens. Quero que esse instituto seja em Gramado, em um lugar bonito e pretendo buscar lei de incentivo.


Jornal de Gramado
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