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Greve

Servidores da Eletrobras vão parar as atividades a partir de segunda

Paralisação deve durar três dias
08/06/2018 19:38 08/06/2018 19:42

Agência Brasil
Energia elétrica
Os trabalhadores do Sistema Eletrobras vão paralisar às atividades por três dias, a partir da próxima segunda-feira (11), em protesto contra a privatização da estatal. De acordo com a Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), os serviços essenciais não serão afetados.

A paralisação terá início à 0 hora de segunda-feira e irá até a 0 hora de quarta-feira (13). A expectativa do Coletivo é que a adesão ao movimento seja feita pelos 24 mil funcionários do sistema Eletrobras.

Segundo a Federação Nacional dos Urbanitários, que reúne os servidores da Eletrobras, o movimento deve parar as áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras dos estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

De acordo com o coordenador do CNE e diretor jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão, Wellington Araújo Diniz, os serviços essenciais serão garantidos, sem prejuízo aos usuários, e, caso aconteça alguma ocorrência no sistema, os sindicatos acionarão as equipes de manutenção e urgência.

“Nossa greve é contra o processo de privatização da Eletrobras, que é uma tentativa de desmonte das empresas do sistema elétrico nacional. A empresa está sendo posta à venda por um preço vil para satisfazer interesses de grandes grupos financeiros nacionais e internacionais e de países como a China, Itália e França, que têm interesse em se apropriar do patrimônio estratégico que representam as empresas do sistema Eletrobras”, avaliou o dirigente sindical.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a publicação do edital de privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras. A intenção do governo é finalizar o processo até 31 de julho, mas uma decisão da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a suspensão do processo. Segundo o governo, a privatização da Eletrobras vai elevar o nível de eficiência e trazer dinamismo à empresa.


Jornal de Gramado
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