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Polêmica

Amamentação cruzada traz riscos à saúde do bebê

Órgãos de saúde contraindicam prática que ainda ocorre no País
30/04/2018 14:28 30/04/2018 14:43

Pixabay
Amamentação cruzada ocorre quando uma mulher oferta seu leite para o filho de outra mulher
A atual novela das 9 horas, “O outro lado do paraíso”, da Rede Globo, trouxe à tona uma questão polêmica no mês passado: a amamentação cruzada, quando uma mulher oferta seu leite para o filho de outra mulher. Apesar dos benefícios inegáveis do leite materno, a prática que ainda ocorre nos dias de hoje não é recomendada por órgãos de saúde, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade de Pediatria do Rio Grande (SPRS), Ministério da Saúde e também pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O médico Moises Chencinski, do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta para os riscos da prática: “É contraindicada desde o advento da aids, com os riscos de contaminação através da amamentação. Essa (HIV) e outras doenças infectocontagiosas (HTLV, hepatite C - quando houver fissura ou sangramento na mama -, varicela), além de uso de medicamentos pela mulher que amamenta, podem levar a riscos importantes de morte ou adoecimento dos lactentes”.

Leite “fraco”

Outra falha que as entidades apontam na cena que foi ao ar no dia 27 de março, é a referência ao leite “fraco” da mãe, motivo pelo qual a personagem Karina (Malu Rodrigues) não teria conseguido amamentar seu bebê. Segundo a SBP, o leite materno é o alimento ideal até os seis meses, suprindo todas as necessidades nutricionais e, também, protegendo a saúde da criança. “No imaginário das mulheres e de algumas famílias, dependendo do aspecto do leite, têm-se a fantasia de que ele é fraco. O que difere, de fato, é a textura e quantidade produzida, o que pode ser interpretado de forma equivocada. Em caso de dúvidas, as mães devem sempre procurar por um pediatra”, recomenda a neonatologista e integrante da diretoria da SPRS, Celia Magalhães.

Segundo a SBP, a composição do leite materno fornece a água necessária para manter a criança hidratada. “Mesmo em temperaturas ambientais elevadas está sempre fresco e se encontra na temperatura certa, prontinho para beber”, esclarece o órgão. Na página www.sbp.com.br há respostas para outras dúvidas sobre o aleitamento.

Por que algumas mães não conseguem amamentar?

SBP/SBP/Divulgação
Moises Chencinski, pediatra do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria
Entre os principais motivos para que as mães de recém-nascidos não consigam amamentar estão as informações erradas, a falta de acolhimento e apoio durante o pré-natal, parto e pós-parto, afirma Chencinski. “Muitas vezes, as mães não buscam apoio e ajuda médica imediata quando sentem o problema e a demora no atendimento pode dificultar e até impedir a amamentação adequada”, explica o pediatra.

Ele também ressalta que “a pega ou posicionamento inadequados, a presença de freio curto de língua, fissuras e infecções de mama podem trazer dor e sofrimento à mãe, que se não for acompanhada em tempo, leva à maior taxa de desmame precoce”.

Bancos de leite

Mulheres que não conseguem amamentar seus filhos têm a opção de dar leite materno aos bebês por meio dos bancos de leite, ressalta Chencinski. Ele explica que o líquido doado é analisado e pasteurizado e pode ser doado para outra mãe. Para doar, o médico explica que, de acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171), “a doadora precisa ter excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente”.


Jornal de Gramado
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