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Cris Manfro

Paz e liberdade

"O ciúme doentio é um dos maiores responsáveis pelas pessoas quererem tirar a liberdade e mudar as pessoas"
22/04/2018 06:00


Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Cada vez mais percebo que a liberdade é algo fundamental para a felicidade na vida. É claro que liberdade também tem suas regras, tem seus acordos e tem seus limites. Os limites dizem respeito até onde você pode ter liberdade sem interferir e prejudicar a vida do outro. Liberdade sem flexibilidade e democracia, não é liberdade. Ter liberdade entre amigos, na família e o principal, que é liberdade nos relacionamentos. Quando você perde a liberdade de ir e vir, quando você perde a liberdade de ser quem você é, de se expressar, e começa a se engessar dentro do padrão esperado ou exigido pelo outro, algo está muito errado.

O que apaixona num primeiro momento muitas vezes é exatamente o que incomoda e perturba depois. Pessoas falantes, cheias de vida, independentes e extrovertidas, que num primeiro momento encantam e apaixonam podem em seguida irritar, fazendo com que a outra pessoa queira criticar e impedir esse comportamento. O ciúme doentio é um dos maiores responsáveis pelas pessoas quererem tirar a liberdade e mudar as pessoas, muito mais pelo que elas fantasiam do que por fatos concretos. É nesse momento que os casais entram num cabo de guerra sobre que roupas a outra pessoa pode usar, que academia pode frequentar, e se pode frequentar. Ordenar se pode sair com amigos, curtir hobby, se pode trabalhar, estudar, e até mesmo se relacionar com os próprios familiares.

É nesse momento que se perde a segunda coisa mais importante num relacionamento que é a paz. Às vezes a paz é perdida na relação e na convivência com brigas intermináveis, com o uso da mentira por não se sentir a vontade, com a falta de desejo de voltar pra casa e de se estar junto. É muito triste não ter vontade de voltar pra casa. Nessas ocasiões se instala o silêncio mortal que aos poucos vai criando planos e vidas paralelas. Isso quer dizer que o que mais se queria evitar é exatamente o que acaba acontecendo: o afastamento.

Em busca de paz o casal pensa em se afastar e não em mudar um funcionamento que não está dando certo. Mas muitas vezes é mais fácil pensar em ir embora ou mandar o outro embora, comportamento este que não ajuda, do que treinar flexibilidade e abrir mão de ser ditador(a) restaurando a liberdade e a paz.

Tem vezes que a paz é perdida dentro de você, quando você passa por situações traumáticas, como uma infidelidade e você não consegue se livrar dos seus pensamentos e memórias ruins. Em qualquer situação, se estiver sendo muito difícil, procure ajuda. O final pode ser muito feliz se houver acordos que tranquilizem o coração, com flexibilidade e atitudes que validem e reforcem a relação, sem tirar a liberdade e trazendo de volta a paz.


Jornal de Gramado
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