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Entrevista da Terça

Da prevenção nas escolas, ao policiamento ostensivo nas ruas

Soldado Talita Raaber é policial militar e instrutora do Proerd em Gramado
03/04/2018 09:35 03/04/2018 09:35

Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
Soldado Raaber já formou cerca de 1.500 alunos no Proerd em Gramado
Atuar na Brigada Militar (BM) é um sonho da adolescência que virou realidade para a soldado Talita Raaber, de 33 anos. Em Gramado, ela realiza o policiamento ostensivo e trabalha como instrutora no Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência, o Proerd, no qual ministra aulas há mais de cinco anos.

Mãe de um menino de 9 anos, a gramadense garante que é no seu trabalho que encontra uma forma de ajudar a sociedade. “Ser policial é uma maneira de ser útil ao próximo e trabalhar com as crianças é um modo de ajudar a construir um futuro melhor até para o meu filho. Costumo dizer que estou semeando plantinhas do bem”, afirma a soldado, que já formou cerca de 1.500 alunos no programa. Para este semestre, o objetivo é de que 200 crianças concluam o Proerd em Gramado.

Como o Proerd é aplicado na prática dentro da sala de aula? Cada lição é um tema, então a gente ensina eles (alunos) a lidar com a pressão de grupo, tem a lição da comunicação, empatia, mostrar a eles riscos e consequências das escolhas. O bullyng também é uma lição bem forte. Hoje o currículo foi reformulado, então quanto as drogas a gente fala das portas de entrada: o álcool e o cigarro. Uma das preocupações dos alunos é saber como sair de uma situação sem magoar um amigo que pode te oferecer o que não é legal, então a gente ensina como fazer isso. No final das 10 lições eles fazem uma redação do programa dizendo o que aprenderam e como vão usar isso na vida. Depois é feita a formatura.

Ainda existe a cultura do medo da criança com o policial? Sim. Tanto que eles relatam na redação final, são muito sinceros. Falam que tinham medo no começo, mas que depois viram que era tranquilo. Muitos dizem que me amam, que querem ser policial que nem eu, então acaba sendo gratificante.

Qual a principal diferença em trabalhar com criança e no policiamento ostensivo? É diferente, mas mesmo no policiamento ostensivo a maioria das crianças tem uma admiração pela polícia. Então a gente para, conversa com eles, até para quebrar o “medo”. Às vezes os pais ensinam de uma maneira errada dizendo que a polícia vai pegar a criança se ela não obedecer, na verdade tem que respeitar, mas é legal eles saberem que por baixo desta farda tem um pai, tem uma mãe, tem um ser humano como eles.

Como você vê a participação das famílias no trabalho de prevenção às drogas? Muito dos problemas das drogas hoje está em casa. A família acha que só a escola educa. Por mais que você trabalhe fora, eu vejo muito que o que falta é o papel da família, ser pai e mãe. Não adianta achar que a escola vai fazer a parte dos pais. Essa estrutura precisa melhorar, não dá para jogar a responsabilidade para as professoras, Brigada Militar ou Conselho Tutelar. Muitas vezes no patrulhamento a gente vê crianças pra lá e pra cá na rua e acabam sendo alvos vulneráveis para o traficante. Então como pessoa responsável pela criança, é preciso fazer a sua parte.

Sente algum preconceito por ser policial mulher? Sempre tem. Pelo que sei já foi muito pior no público interno, mas ainda tem sim. Na rua também. As pessoas hoje já exitam bastante em respeitar o policial, mesmo homem, aí quando vem uma mulher é sinônimo de fraqueza.

Alguma situação que poderia relatar que sentiu diferença por ser mulher neste meio? Geralmente no primeiro momento de abordagem. Tem várias situações que você tem que ser enérgica, na forma de falar, na forma de agir. Tem um preconceito, um pré julgamento, mas é aí que temos que nos superar. Falo por mim, a mulher na Brigada, sempre tem que estar mostrando e provando que é capaz.


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