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Fertilidade

Chances de engravidar após os 35 reduzem pela metade

Especialista diz que período mais fértil para a mulher é, em média, entre os 20 e 30 anos
11/03/2018 23:41 12/03/2018 11:33

A dentista Carolina*, 32 anos, conta que seu maior sonho sempre foi ser mãe. Por isso, chegar aos 30 anos sem ter filhos lhe causou bastante preocupação. “Neste período, estava solteira e decidi pelo congelamento de óvulos para ter mais chances de garantir uma gestação no futuro. Então me preparei e me organizei para isso durante um ano inteiro”, conta. Neste intervalo, ela conheceu o atual companheiro, mas manteve os planos e fez o congelamento em novembro do ano passado. Um mês depois conseguiu engravidar naturalmente. “A questão de ser mãe sempre foi meu maior sonho, não poderia deixar essa oportunidade passar, queria garantir que seria mãe um dia, por isso optei por congelar os óvulos. Muitas mulheres não pensam em congelar porque nem sabem se vão querer ser mãe, mas o risco de complicações em uma gravidez depois dos 35 anos é muito alto e a dificuldade de conseguir engravidar também é maior”, diz a dentista.


Nilo Frantz/Divulgação
Marcelo Ferreira, especialista em medicina reprodutiva
O especialista em medicina reprodutiva Marcelo Ferreira, do Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz, confirma que as chances da mulher engravidar após os 35 anos diminuem pela metade. Este declínio é progressivo com o passar dos anos e aos 45 a fertilidade natural é de aproximadamente 1%. Em média, a fase mais fértil de uma mulher é entre os 20 e 30 anos. “Para entender estas questões é preciso lembrar primeiro de algumas características fisiológicas. As meninas já nascem com um ‘estoque’ de folículos ovarianos (óvulos), cerca de 2 milhões, que vão sendo consumidos com o passar do tempo. Quando atingem a puberdade essa quantidade diminui para cerca de 400 mil. Aos 30 anos, o número de folículos já passou para 65 mil, aos 37 anos chega aos 25 mil e aos 40 anos já é de apenas 8 mil. Isso quer dizer que com a idade cai drasticamente a quantidade de óvulos e cai também a sua qualidade, dificultando muito as chances de uma gestação natural”, explica.

Riscos maiores

Segundo Ferreira, outras complicações que podem surgir com a idade e que também afetam diretamente a fertilidade feminina são a endometriose, infecções e os reflexos de maus hábitos de vida relacionados a fumo, álcool, dieta alimentar, peso e estresse. “Ou seja, a idade não é uma aliada da fertilidade feminina. Com o passar dos anos cresce também o risco de aborto e de síndromes genéticas”, alerta o médico.

*O nome foi alterado a pedido da entrevistada

Tratamentos

Por deixar a gravidez para mais tarde, algumas mulheres optam por tratamentos de fertilidade. Entre eles, os mais comuns são a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro – quando ocorre a retirada dos óvulos, a fecundação (óvulo-espermatozóide) que origina os embriões que posteriormente são transferidos para o útero da mãe. “Existem informações, orientações, tratamentos mais simples que podem ajudar os casais a conseguirem a gestação antes de se propor um tratamento mais complexo. A fertilização in vitro é procedimento que tem indicações precisas a partir de ampla investigação prévia do casal com o especialista em reprodução humana”, afirma o médico.

Avaliação da fertilidade

Ferreira diz que é fundamental que a mulher conheça mais sobre seu corpo e suas possibilidades, que converse com seu médico para ficar atenta a eventos que possam comprometer a fertilidade. “Exames que avaliam a reserva ovariana, como hormônio anti-Mulleriano e a ecografia com contagem de folículos, são ferramentas úteis que podem verificar individualmente o potencial reprodutivo de cada mulher”, destaca o especialista. Segundo ele, se não tiver nenhum comprometimento, é recomendável, a partir dos 30 anos, buscar aconselhamento e rastreio com exames para avaliação da fertilidade. “A autonomia da mulher em adiar a maternidade precisa ser respeitada, mas deve ser uma escolha baseada no conhecimento dos seus limites naturais e do potencial da medicina reprodutiva”, ressalta o médico.


Jornal de Gramado
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