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Entrevista da Terça

"A violência contra a mulher me deixa indignada", diz Bianca Bertolucci

Primeira-dama de Gramado fala sobre a luta pela não violência contra a mulher
13/03/2018 09:35 13/03/2018 10:16

Fernanda Hescher/Divulgação
Bianca comemora ações do Gabinete da Primeira-Dama neste um ano de gestão
O Prêmio Mulher Cidadã concedido pela Assembleia Legislativa e a inauguração do Cartório de Atendimento à Mulher na Delegacia de Polícia coroaram um ano de trabalho de Bianca Bertolucci à frente do Gabinete da Primeira Dama de Gramado. “É um reconhecimento que nos orgulha muito”, afirma Bianca, 41 anos. Empresária do ramo de acessórios, é casada com o prefeito João Alfredo Bertolucci e mãe de José Otávio Crespo. É formada em Administração Hoteleira na Castelli Escola Superior de Hotelaria. “A violência contra a mulher me deixa indignada”, afirma, justificando essa prioridade do seu gabinete.

Do que você abriu mão na vida pessoal para assumir o encargo de ser primeira-dama quase que em tempo integral?
Não abrimos mão, mas diminuímos nossa atuação como empresária. Diminuímos o ritmo. Inclusive acabamos percebendo que com menos tempo, acabamos otimizando nossas atividades e nos tornamos mais objetivas.

Neste primeiro ano como primeira-dama, o que mais te empolgou?
Com certeza foi a nossa luta pela não violência contra a mulher. Começamos humanizando o atendimento a elas pelos profissionais que atuam aqui. E esse trabalho foi crescendo e ganhou uma dimensão que culminou com a inauguração do Cartório Especializado de Atendimento à Mulher. A gente sabe que estes números da violência sempre existiram em Gramado. O que está ocorrendo agora é que eles estão começando a aparecer. Temos um trabalho com resultados bem efetivos e que contribui para mudar a vida de muitas mulheres em Gramado.

De onde veio a ideia de trabalhar essa questão da violência contra a mulher?
Na verdade ele já existia porque o Centro de Referência às Mulheres já funcionava dentro do Gabinete da Primeira Dama. Quando entramos aqui e fomos analisar relatórios, ir atrás dos serviços que poderiam ser oferecidos, vimos que quanto mais a gente humanizava o atendimento, quanto mais se falava no assunto (violência contra a mulher), mais as nossas demandas aumentavam. Assim a gente viu a necessidade de termos um cartório, onde as mulheres pudessem se sentir mais à vontade. Não que o atendimento na delegacia não fosse bom, mas essas mulheres precisavam de um espaço diferenciado para elas se encorajarem. A humanização do atendimento envolve inclusive o respeito às decisões das mulheres atendidas. Se elas não querem fazer registro de ocorrência, por exemplo, nós não interferimos. Respeitamos a vontade dela.

Que outro atendimento você destacaria no primeiro ano do Gabinete?
Foi a criação do Gabinete Móvel, que percorreu os bairros ouvindo a comunidade. Foi uma forma de aproximarmos mais a administração e a comunidade.

Essas ações, esse seu protagonismo na administração, não interfere nas secretarias municipais?
De forma nenhuma. Não interfiro nas outras secretarias e nem as secretarias aqui no Gabinete. Mas temos uma boa relação com todas as secretarias municipais e realizamos um trabalho integrado. O Gabinete tem limitações e não tem poder de interferir no trabalho dos demais secretários.

Quais são teus projetos na política? Você vai ser candidata a deputada estadual ou federal?
A minha intenção sempre foi de exercer o papel de primeira-dama. Mas recebi com surpresa o convite dos diretórios estadual e nacional para concorrer. Isso é resultado do trabalho que estamos desenvolvendo. Existe, sim, uma grande pressão do partido para que eu me candidate porque eles querem mulheres com este perfil de luta. Sou uma mulher da luta e isso está fazendo muita falta dentro da política. É por isso que desejo que tenhamos muitas mulheres que se candidatem. Mas não tomei a decisão ainda. É difícil...


Jornal de Gramado
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