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Aberto o Cartório para atender mulheres vítimas de violência em Gramado

Espaço especializado fica junto à Delegacia da cidade
09/03/2018 09:37 09/03/2018 09:38

Letícia Rossa/GES-Especial
Solenidade de inauguração ocorreu na quinta-feira, dia 8
No Brasil, a cada dois minutos cinco mulheres são agredidas. A cada 11 minutos, há o registro de um estupro. E a cada duas horas, uma delas é assassinada. Foi com estes dados que o delegado regional de Polícia Civil, Heliomar Franco, junto a autoridades municipais e do Estado, deu início aos trabalhos do cartório especializado no atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. O espaço foi inaugurado na noite de ontem, dia 8, quando se celebrou internacionalmente o dia delas: das que, ainda hoje, são violentadas em suas próprias casas.

Oferecer conforto

Letícia Rossa/GES-Especial
Emerson Wendt, chefe de Polícia Civil do Estado
O local está situado junto à Delegacia de Polícia Civil de Gramado (no segundo andar) – mas conta com uma equipe integralmente feminina, incluindo uma escrivã e uma policial civil. “A ideia justamente é oferecer mais conforto, tranquilidade e segurança para esta mulher que já se encontra em um momento difícil de sua vida”, atesta o chefe de Polícia Civil do Estado, Emerson Wendt.



IGUALDADE
A proposta de instalar este cartório especializado em Gramado partiu da primeira-dama do Município, Bianca Bertolucci, que defende, por meio do trabalho executado em seu gabinete, a igualdade de gêneros. “Ou seja, nossas ações visam manter a integridade física e psicológica das mulheres, pois ainda há expressivos registros de violência doméstica na região”, pontua Bianca.

VULNERÁVEIS: trabalho mais intensificado

Letícia Rossa/GES-Especial
Gustavo Barcellos, delegado de Gramado
Há cerca de dois anos existe, na Delegacia de Polícia Civil de Gramado, um cartório que atende pessoas em situação de vulnerabilidade: mulheres, adolescentes e idosos vítimas de violência. Com esta ramificação específica à população feminina, a intenção, segundo o delegado Gustavo Barcellos, é dirigir uma atenção específica e diferenciada àquelas que buscam auxílio a fim de quebrar o ciclo de violência em que estão inseridas. “Os inquéritos serão comandados sobre a minha supervisão, mas as ocorrências, assim, passam a ser registradas em ambientes separados. Com certeza será uma melhoria e um aprimoramento no combate à violência”, pontua Barcellos.

Entrevista - Bianca Bertolucci - Primeira-dama

Letícia Rossa/GES-Especial
Bianca Bertolucci, primeira-dama
Quais serão as primeiras ações do cartório da mulher?
As primeiras ações são colocar em prática o que foi planejado, dar início ao atendimento das mulheres que procuram a delegacia e assim propiciarmos todo o benefício de um atendimento especial, qualificado e específico para a mulher vítima de violência. Também vamos estender o serviço de atendimento na área social e psicológica, feito pelo CRAM (Centro de Referência para a Mulher) para as mulheres que procuram a delegacia, para que rompam de vez com a situação de violência. Doações ainda são necessárias para estruturar melhor o espaço. Doações ainda são necessárias para estruturar melhor o espaço do cartório especializado.

As profissionais serão todas mulheres?
Sim, serão mulheres. Não que não existam homens capacitados para efetuar esse atendimento, todavia, estas mulheres em sua maioria são agredidas por seus companheiros e ser atendida por uma mulher as deixam mais seguras.

Por que instalar este espaço único em Gramado?
A conquista do cartório da mulher em Gramado se deu com muita luta e perseverança, será um legado para nossa cidade e é um avanço no combate à violência doméstica. No momento em que encontramos meios para que essa mulher vítima de violência tenha atendimento qualificado, não fique exposta e possa de fato exercer seus direitos, estaremos cada vez mais no caminho da igualdade e do rompimento da violência contra a mulher. Neste dia internacional da mulher em que o assunto se volta para o tema, gostaríamos de dizer que nossa luta é para que possamos comemorar uma sociedade justa, onde nenhuma mulher se sinta insegura pelo simples fato de ser mulher.


Jornal de Gramado
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