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Do exterior

Justiça decide que Receita não poderá mais apreender bens em bagagens de uso pessoal

Itens contidos em bagagens de uso pessoal, oriundas de viagens internacionais, terão que ser liberados pela Receita Federal
08/02/2018 13:11 08/02/2018 13:13

A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília (DF), negou provimento à apelação da União e manteve a sentença que declarou a nulidade de Auto de Infração e de Termo de Apreensão, determinando a liberação de mercadoria apreendida pela Receita Federal em uma bagagem de uso de pessoal. A decisão foi em janeiro, mas só foi divulgada pelo tribunal no dia 5 de fevereiro.

Consta dos autos que a bagagem foi liberada por ser constituída de bens de uso pessoal. O relator do caso, juiz federal convocado Clodomir Sebastião Reis, esclareceu que a definição de bagagem está prevista no artigo 155 do Decreto nº 6.759/2009. “O conceito tributário de bagagem está ligado ao uso ou consumo pessoal do viajante, sem finalidade comercial”, afirmou o relator.

De acordo com o Termo de Apreensão de Mercadorias, um notebook foi apreendido. “A apreensão de um notebook, que se encaixa como bagagem, mais precisamente como bem de caráter manifestamente pessoal, não implica na aplicação da pena de perdimento, e nem na cobrança de tributo”, finalizou o juiz federal.

O que diz a Lei

De acordo com o artigo 155 do Decreto nº 6.759/2009, para fins de aplicação de isenção para bagagens do exterior, é considerado bagagem os bens novos ou usados que um viajante pode destinar ao seu uso, consumo pessoal ou para presentear, desde que sua quantidade, natureza ou variedade não indiquem que a importação é feita com fins comerciais ou industriais.

A decisão foi unânime. O processo está registrado pelo número 0013997-35.2007.4.01.3300/BA.


Jornal de Gramado
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