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Luiz Coronel

Tópicos tépidos

"Como previa o presidente Jefferson, a democracia clama por um puxão de orelhas, uma revisão de seus procedimentos"
04/03/2018 06:30

Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br

Síndrome de Conspiração. Vem de longe, dos mitos gregos, esse jogar aos deuses a causa de nossas mazelas. As divindades do Olimpo conspiravam contra os destinos humanos, e assim tudo se explicava. E aqui estamos nós, creditando à conspiração a razão de nossos descomunais desacertos. Vamos e venhamos, é muito confortável em vez de confrontarmo-nos com nossos erros, focar nossas culpas, afirmar, alto e bom som, que tudo não passa de uma vil conspiração. E assim seguimos, qual lívidas vestais, inocentes, libertos de toda de toda e qualquer responsabilidade pelo destelhamento ético, econômico e político a que chegamos.

El Cid, o Campeador e Luis Inácio da Silva. Lembremos o contestável herói El Cid, o Campeador. Ele representava o triunfo da Espanha em sua luta pela expulsão dos mouros, há cerca de mil anos em solo ibérico. Morto El Cid, colocaram-no com armadura, escudo e espada, rígido e ereto, sobre seu cavalo. Sua imagem, nessa chantagem heroica, ofereceria ímpeto de continuidade à luta, aos seus guerreiros, e, ao mesmo tempo, temor aos mouros, em seu continuado combate. Se houver permanência e cumprimento da pena imposta ao ex-presidente e novas penas vierem a se acumular, talvez as hostes petistas tenham de conferir, mesmo que simbolicamente, uma postura de El Cid ao seu líder juridicamente invalidado.

“Pobre país que precisa de heróis.” O texto é de Bertold Brecht, na peça teatral Galileu Galilei. Queria o teatrólogo banir as “santificações mediáticas”. Um país, um Estado, uma cidade, carecem de cidadãos que se comprometam a trabalhar com honestidade, competência, clareza de propósitos e responsabilidade. Quando o povo perde a noção dos limites da liberdade, passa a pedir um tirano. “O bem segue arrastado pelo mal.” Então, como previa o presidente Jefferson, a democracia clama por um puxão de orelhas, uma revisão de seus procedimentos. É o caso brasileiro.

E o povo dançou no carnaval. Não poderemos dizer que alheio à crise brasileira, alienadamente, o povo se divertiu nas folias do Rei Momo. Nas escolas de samba, nos blocos de rua, a sátira ou desconforto social aflorou, vertiginosamente. Lembremos, ao tempo da “vacina obrigatória” com Oswaldo Cruz na linha de frente, em que pese o alastramento da febre amarela e da varíola, o povo mostrou seu compromisso com a alegria e sua vocação à felicidade, sobrepondo aos desafios das moléstias, a sua esplendorosa fantasia.


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