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Mobilização

Novo alerta: bugio não transmite febre amarela

Para se prevenir da doença, Secretaria da Saúde de Gramado oferece vacinas gratuitas
14/02/2018 11:05 14/02/2018 11:06


Halder Ramos/Divulgação
PRIMATA: sua função no meio ambiente é dispersar sementes
A cada ano, o alerta se repete: a população precisa atentar para a possibilidade de contrair a febre amarela. Junto à esta mobilização reinicia, também, um falso alarme: o de que os macacos bugios transmitem a doença. Em função de ter sido reproduzida durante décadas, a ideia de que o animal é o responsável pela febre amarela já se tornou histórica sempre que a patologia é mencionada.


Motivadas por esta informação errada, muitas comunidades têm a prática de torturar e até matar os macacos bugios – pensando, assim, estar se livrando da causa da doença. “Mas o que estas pessoas não sabem é que o animal nunca foi o transmissor da febre amarela. Essa foi uma lenda criada há muito tempo e reproduzida até os dias de hoje”, esclarece a bióloga Tatiane Nunes, que atua no Gramadozoo.

MAUS TRATOS
Neste ano, segundo a bióloga, a consciência de muitos cidadãos parece ter começado a mudar. Até esta semana não haviam sido registrados casos de maus tratos contra os animais na Região das Hortênsias. “Talvez isso deve ser o resultado do trabalho de educação ambiental realizado em 2017”, relata. Tatiane também conta que desde 2002 o Rio Grande do Sul não tem sinais da doença.

Qual o papel do bugio na natureza?
O macaco bugio tem a função de dispersar as sementes no habitat em que se insere. Sua dieta regular, conforme a bióloga do Gramadozoo, é composta por frutos, folhas e sementes. “Ou seja, ele nada tem a ver com a doença da febre amarela”, sintetiza Tatiane.

Quando um animal da espécie é encontrado morto na região, a vigilância sanitária investiga o motivo da causa do óbito e, a partir daí, toma os cuidados de isolar as áreas de risco. “Quando a população mata ou agride um primata, acaba prejudicando as investigações”, explica.


O bugio, assim como outros macacos, é um sentinela da febre amarela. Quando ele aparece morto, é um indicativo de que na região pode haver indícios da doença.

Doença pode ser prevenida com vacinação
Apesar dos casos de febre amarela confirmados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde de Gramado assegura que não há motivos de preocupação da comunidade local, visto que não existem casos recentes da doença no Rio Grande do Sul.


No entanto, para aqueles interessados em se imunizar – e principalmente aos que devem viajar para outros Estados nos próximos meses, estão sendo oferecidas vacinas gratuitas na cidade. A vacinação contra a febre também é disponibilizada para aqueles que pretendem viajar para o exterior. Mais informações em: (54) 3295-7100.

SAIBA MAIS


As vacinas são disponibilizadas durante o ano todo.

Gramado possui uma boa cobertura vacinal contra a febre amarela, chegando a 75% da população em 2016.

A meta para 2018 é atingir 95% de cobertura vacinal.


Jornal de Gramado
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