Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Emílio Leobet, 1559, sala 21 - Bairro Avenida Central - Gramado/RS - CEP: 95670-000
Fones: (54) 3286.1666 - Fax: (54) 3286.4015

PUBLICIDADE
Gramado

Saldo de emprego sobe 42% nos últimos três anos

Cidade é destaque em criação de vagas na região
09/02/2018 10:57 09/02/2018 11:36


Arquivo GES
Números de 2017: serviços foi setor que obteve melhor desempenho
O ano passado não foi generoso em termos de geração de emprego no País. O Brasil perdeu mais de 20 mil postos de trabalho formal em 2017, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Mas, na contramão deste resultado, está Gramado. A cidade foi a que mais se destacou na região na criação de vagas, obtendo o melhor desempenho dos últimos três anos. Com um saldo de 166 admissões em 2015 e 185 em 2016, o número saltou para 236 no último ano, representando um crescimento de 42%.

O secretário municipal de Indústria, Comércio, Trabalho e Serviços de Gramado, Paulo Volk, atribui o saldo positivo à abertura de quase 100 microempresas individuais no município e a principal fonte de renda da cidade: o turismo. “Cerca de 80% da economia municipal é oriunda do turismo, que depende do fluxo de pessoas que visitam e participam de eventos. Mas, apesar desta sazonalidade, há na cidade um forte espírito empreendedor”, acrescenta Volk. O que o secretário pontua como principal fonte de economia na cidade se confirma quando o número de admissões é avaliado por setor. O segmento que mais contratou em 2017 superando as demissões foi o de serviços, com saldo final de 499 vagas criadas.


Demissões
Na outra ponta da tabela está a Indústria com 363 vínculos encerrados em relação as contratações. Para o secretário financeiro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Gramado (Siticom Gramado), Anselmo Schein, a situação do setor é preocupante, principalmente no ramo moveleiro. “O principal motivo ainda é o poder aquisitivo das pessoas, que baixou muito. A classe média, que mais compra móveis em Gramado, ainda está adquirindo praticamente apenas o necessário e móveis não são produtos de primeira necessidade”, justifica.

Para Schein, o setor da gastronomia é a área que está absorvendo mão de obra oriunda do segmento moveleiro. “A gastronomia geralmente tem bastante oferta de emprego, principalmente nas altas temporadas”. Para melhorar este cenário, uma saída vista pelo sindicalista é a construção de uma área industrial na cidade. “Atrairia mais empresas para Gramado”, completa Schein.

Em Canela: mais demissões
Já em Canela, os números dos postos de trabalho vem apresentando oscilações ao longo dos últimos anos, mas a cidade permanece com um saldo superior de demissões. Os 12 meses de 2015 encerrou com um saldo de 13 desligamentos na cidade. Em 2016, o Caged mostra um resultado de 145 postos de trabalhos fechados e, em 2017, 90. O setor que mais realizou admissões neste último ano foi o comércio, com um saldo positivo de 31 vagas e as áreas com os piores resultados na geração de empregos em 2017 foram a construção civil – com desempenho negativo de 41 postos de trabalho – e a Indústria, com 37 demissões em relação as contratações.

Construção civil apresenta recuperação; setor mobiliário preocupa


Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Canela (STICM), Pedro Maciel Alves, o setor da Construção Civil não preocupa já que a atual administração municipal está buscando liberar as obras paradas há anos na Secretaria do Meio Ambiente. “Tem muita gente interessada em investir em Canela, a cidade tem muito para crescer e o panorama de 2018 deverá ser muito melhor do que ano passado”, garante Maciel. Já o cenário da indústria moveleira na cidade é visto por ele como “decadente”, desde 2015. “As empresas destas áreas que fecham, não abrem mais”, atesta.

Ele explica que além da crise financeira que assolou o País, outros fatores contribuem para o crescente desemprego especificamente na área moveleira. “Muitos empresários não se adéquam as inovações, não trocam maquinário, ficam parados no tempo. Por outro lado, móvel em madeira, por exemplo, dura no mínimo 20 anos. A mobília de uma casa não é uma coisa que as pessoas trocam frequentemente”, explica o presidente. Ainda de acordo com Pedro Maciel, a expectativa para os próximos anos não é das melhores. “É difícil ter uma reação. Serrarias que ainda existem estão lutando para se manter”, conclui.



Jornal de Gramado
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS