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Ivar A. Hartmann

O que esperar de 2018

"Previsões são altamente arriscadas e, por isso, divertidas. Nesse último dia do ano, faço aqui algumas sem compromisso"
31/12/2017 06:40

Ivar A. HartmannIvar A. Hartmann é professor da FGV
ivar.hartmann@fgv.br

Mais das turbulências econômicas de 2015? A instabilidade política de 2016? A falta de legitimidade política do governo que gerou tantos problemas em 2017? Previsões são altamente arriscadas e, justamente por isso, divertidas. Nesse último dia do ano, faço aqui algumas sem compromisso.

A eleição presidencial de 2018 será marcada pela influência de dois fatores decisivos: o Judiciário e o cinismo. Primeiro no Tribunal Regional Federal da 4a Região, em Porto Alegre, mas logo também nos tribunais superiores, caberá a juízes e juízas decidir se Lula iniciará o ano já preso por condenação confirmada e se poderá participar da disputa eleitoral. Existem boas chances de ser cumprida a Ficha Limpa e o ex-presidente ficar de fora do pleito. A prisão a partir de uma condenação na 2a instância é improvável. De um jeito ou de outro, nunca o Judiciário teve tanto peso sobre a candidatura daquele que é confirmado, por sucessivas pesquisas, como o favorito entre os eleitores.

O cinismo também marcará as eleições. O eleitor já calejado pelo uso egoísta e auto-interessado dos mandatos eletivos conseguiu ainda assim chocar-se com episódios de 2017 como os leilões na Câmara para angariar votos contra as denúncias de Temer. E quando o recorde anual de impunidade parecia já estabelecido, veio o indulto de Natal. Em 2018 os cidadãos irão às urnas convencidos de que pior do que está, pode ainda ficar e de que o sistema é planejado pelos políticos de tal modo que o voto em A ou B acaba fazendo pouca diferença.

Veremos em 2018, finalmente, o fim do foro privilegiado. O Supremo concluirá a votação iniciada – na qual uma maioria de ministros já se manifestou pelo fim do privilégio e em favor da igualdade. Em paralelo, a Lava Jato alcançará seu ápice em termos de condenações. A operação não encerrará em 2018, mas pouco restará depois disso.

Na Rússia, teremos a consagração da qualidade e força da seleção brasileira de futebol masculino na sua era Tite. Com ou sem a taça. Será como 2002 ou 82. Nos Estados Unidos, Trump começará a moderar seus rompantes públicos. Continuará o mesmo racista e gestor incompetente de sempre, mas começando a preparar o terreno para sua reeleição.

Os dois palpites mais seguros vêm por último. A economia vai melhorar. Já existem sinais documentados disso. Já Sartori não será o primeiro governador gaúcho em diversas décadas a ser reeleito.

De qualquer forma, melhor do que acertar nesses palpites para 2018 é acertar nas dezenas da Mega da Virada!


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