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Gilson Luis da Cunha

O lado caótico da força

Diário de bordo de um nerd no planeta Terra (DATA ESTELAR 24122017)
24/12/2017 07:30

Gilson Luis da Cunha - Blog Diário de Bordo de um nerd no planeta terra

Gilson Luis da Cunha é doutor em Genética e Biologia Molecular pela Ufrgs, Old School Nerd, fã incondicional de livros filmes, séries e quadrinhos de ficção científica, fantasia e aventura

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Star Wars - Os últimos Jedi

Agora é oficial: Star Wars, episódio VIII, Os Últimos Jedi é o filme que mais dividiu os fãs em toda a franquia, com uma aprovação de apenas 55% no famoso site de cinema Rotten Tomatoes. Os motivos para isso? Quem sabe? A descaracterização de Luke Skywalker, fato citado pelo próprio Mark Hamill, o ator que o interpreta? A inclusão de uma estética mais próxima de Star Trek (será a vingança do Roddenberry?), como a adoção de escudos de energia no cruzador da resistência ou mesmo na dublagem brasileira, que optou por chamar hiperespaço de “dobra”? Ou apenas a polarização política que parece estar varrendo o planeta, aquela, do tipo que faz você enxergar propaganda ideológica até em comercial de sucrilhos? Não há resposta simples.

Sim, Mark Hamill não gostou de ver o personagem que construiu ao longo de quatro décadas ser desconstruído, transformado num mero ser humano, com falhas e fraquezas. Confesso que isso me perturbou um pouco. Ver a pobre Rey segurando o sabre de luz durante dois anos diante de seu futuro mestre, apenas para ter uma resposta como aquela é um anticlímax.

No entanto, por mais diferente do que esse fime seja de um Star Wars "de raiz" (jamais imaginei que diria isso!), Os Últimos Jedi é sim mais filme do que O Despertar da Força. Sim, o filme tem uma estrutura avacalhada. Sim, há personagens que nos dão vontade de bater com um gato (vivo) na cabeça (e estou falando dos mocinhos!), outros que perderam a razão de ser, e outros que só estão lá para dizer "ei, sou um astro e estou em Star Wars".

Há cenas como a do combatente de infantaria da resistência, provando o chão da antiga base rebelde, só para dizer ao público: "Viu, não estamos em Hoth. Não estamos reciclando O Império Contra-Ataca", mas, cá entre nós, estão, sim. E não há mal algum nisso. JJ Abram$, sempre ele, não teve escrúpulos em reciclar Uma Nova Esperança, no episódio anterior. A diferença é que Os Últimos Jedi é um filme com vísceras.

Se no episódio anterior, JJ optou por matar um dos personagens mais queridos da franquia sem sequer tê-lo explorado decentemente, neste, o diretor Rian Johnson se arriscou ainda mais. Ele teve a faca e o queijo nas mãos para resolver o problemão que a morte de Carrie Fisher causou à franquia. Bastaria a ele cortar alguns minutos de filme. Ao invés disso, ele preferiu nos dar uma das mais extraordinárias cenas do filme (e de toda a franquia) e, de quebra, nos presenteou com a melhor homenagem que a intérprete da outrora princesa e, agora, General Leia, poderia receber.

O filme tem seus momentos forçados e até panfletários. Há cenas em que o diretor e os roteiristas parecem mais preocupados em mostrar suas visões políticas do que em realmente fazer o público mergulhar na galáxia muito, muito distante. A cena envolvendo Kylo Ren, Rey e o líder Snoke é dúbia. Se há uma grande tensão, por outro lado, ficamos querendo mais. Mas o próprio O Império Contra-Ataca, considerado por muitos o melhor filme da franquia, não foi assim?

No final, essa salada de elementos irregulares se harmoniza numa surpreendente cena envolvendo Luke Skywalker. Não exatamente o Luke que conhecemos há quarenta anos, mas um Luke tão admirável quanto aquele, e que agora, após décadas de treinamento, finalmente se tornou um com a força. Falar mais seria dar spoilers.

Já há fãs pedindo que esse filme seja desconsiderado do cânone de Star Wars. Exagero. Antes tivessem feito esse abaixo-assinado para om Episódio VII, esse sim, esteticamente interessante, mas sem alma. Com todos os seus tropeços, Rian Johnson injetou o drama e a energia que faltaram sob o comando de JJ Abram$ (eu jamais deixarei de usar esse cifrão). Agora é esperar pelo final da saga e torcer para que, pelo menos aos 45 do segundo tempo, possamos dar um alô ao único membro da velha turma que falta aparecer (olha o spoiler!). Feliz Natal e que a força esteja com vocês, SEMPRE! Até domingo que vem.


Jornal de Gramado
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