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Grupo Sinos
Publicado em 24/07/2015 - 10h07
Última atualização em 24/07/2015 - 10h12

Palácio das Hortênsias poderá ser vendido

Imóvel está entre os que poderão ser negociados

André Aguirre - andre.aguirre@gruposinos.com.br

Foto: Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
Como alternativa na tentativa de reduzir o déficit orçamentário e fazer caixa, o governo gaúcho analisa a possibilidade de vender ou ceder alguns imóveis do patrimônio público do RS. Entre os que podem ser colocados à venda por meio de leilão ou repassados para exploração da iniciativa privada, está o Palácio das Hortênsias, situado em Canela.
 
O anúncio sobre a possibilidade do Executivo estadual negociar o imóvel partiu do vice-governador, José Paulo Dornelles Cairoli (PSD), durante reunião com a diretoria da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Federasul), na quarta-feira, 22 de julho, na sede da entidade, em Porto Alegre. Conforme a assessoria de Cairoli, a Secretaria de Administração está realizando um levantamento para quantificar os imóveis que o Estado possui para posteriormente analisar quais medidas serão adotadas. Conforme Cairoli a venda ou concessão do Palácio das Hortênsias assim como de outros imóveis oficiais não está confirmada, mas está sendo analisada.
 
Gastos com manutenção e efetivo da BM
 
O Palácio das Hortênsias é a residência oficial dos governantes do RS na Região das Hortênsias. O local está situado em uma área de 13 hectares, com arborização e jardins. O complexo do Palácio está localizado em uma área valorizada no acesso a condomínios de alto padrão, próximo a entrada de Canela. A casa além de ser usada pelos governadores para descanso principalmente durante o verão também pode ser usada para recepções, solenidades e reuniões. O pouco uso por parte das autoridades, emprego de um efetivo fixo da Brigada Militar para fazer a guarda e gastos com manutenção, são argumentos do Governo para se desfazer do Palácio. A área que pertenceu a família Corrêa foi adquirida pelo Governo do Estado em 1941 e o Palácio inaugurado em 17 de abril de 1954, conforme informações do Livro Canela por Muitas Razões.
 
Especulação
 
A assessoria de imprensa do prefeito de Canela, Cléo Port (PP), informou que ele acredita que a venda do Palácio das Hortênsias não deverá se concretizar e está no campo da especulação. Caso, seja confirmada o interesse do Estado em se desfazer do Palácio, Cléo pretende gestionar junto ao Executivo gaúcho para que seja definido em conjunto um destino para o local.

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