Urso de Ouro vai para o italiano César deve morrer
Christian Petzold venceu a categoria de Melhor Diretor.
Foto: Reprodução
Filme se passa em prisão, e prisioneiros de verdade são os atores

Alemanha - Os diretores italianos Paolo e Vittorio Taviani ganharam neste sábado o Urso de Ouro do Festival de Berlim com seu filme César deve morrer, que transfere o clássico de William Shakespeare para uma prisão de segurança máxima da Roma atual e cujos personagens são interpretados por prisioneiros reais.
Presidido pelo cineasta britânico Mike Leigh, o júri contou ainda com o diretor iraniano Asghard Farhadi, a atriz e cantora francesa Charlotte Gainsbourg, o fotógrafo e designer holandês Anton Corbijn, o cineasta francês François Ozon, o escritor argelino Boualem Sansal, a atriz alemã Barbara Sukowa e o ator americano Jake Gyllenhaal.
O Urso de Prata de Melhor Diretor foi para o alemão Christian Petzold, por Barbara, que narra a história de uma enfermeira perseguida pela Stasi (polícia secreta) na antiga Alemanha comunista.
Seu colega português Miguel Gomes ganhou o Alfred Bauer, em memória do fundador do festival, com Tabu, uma coprodução entre Portugal, Brasil e França filmada em preto e branco e ambientada na África colonial.
Da África veio a vencedora do Urso de Prata de Melhor Atriz, a congolesa Rachel Mwanza, por seu papel de menina soldado no filme Rebelle.
O Urso de Prata de interpretação masculina foi para o ator dinamarquês Mikkel Bos Fosgaard, pelo drama de época Royal Affair.
Além disso, a produção franco-suíça L'Enfant d'En Haut, de Ursula Meyer, ganhou uma menção especial do júri e um Urso de Prata que não estava no programa oficial do festival.
O Brasil esteve representado na categoria curta-metragem, com Licuri Surf, de Guile Martins, sobre a relação de um índio pataxó com o surfe, que também ganhou uma menção especial do júri. A disputa foi vencida por "Rafa", do diretor português João Salaviza.
A premiação de hoje encerrou nove dias de um Festival de Berlim marcado pela exibição de filmes de alto teor político e social, salpicado de dramas pessoais, e quase sempre com orçamentos modestos.
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